quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

BRASÍLIA - SURUBA

Foro não pode ser ‘suruba selecionada’, afirma Jucá. Declaração que gerou polêmica 
Um declaração de Romero Jucá, a uma jornalista do Estadão, gerou polêmica em Brasília. Segundo o site do próprio jornal, líderes da base e da oposição no Congresso ameaçam aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para retirar o foro privilegiado de magistrados e integrantes do Ministério Público caso o Supremo Tribunal Federal (STF) leve adiante a proposta de restringir o foro de políticos somente para crimes cometidos no exercício do mandato eletivo. “Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada”, afirmou o líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), ao Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A afirmação de Jucá – investigado na Lava Jato – foi uma reação à proposta em debate no STF de restringir o alcance da prerrogativa dos políticos ao mandato em exercício. “Uma regra para todo mundo (a restrição do foro privilegiado) para mim não tem problema”, disse o senador peemedebista. Mais tarde, o senador pediu desculpas pela declaração e disse apoiar a proposta do ministro e defendeu que o foro privilegiado não seja empregado em questões como a de violência doméstica, por exemplo. "Eu disse que apoiava a discussão proposta pelo ministro Barroso e pelo ministro Fachin. Acho que o foro privilegiado tem que ser discutido realmente. Não tem sentido o foro privilegiado servir para algumas coisas, por exemplo, um parlamentar que bate em uma mulher. Isso não tem que ser discutido no Supremo, não é foro privilegiado”, justificou. Jucá afirmou que, na fala sobre a "suruba", não deu uma "declaração oficial" – disse que estava "brincando" com o jornalista enquanto se dirigia ao gabinete.

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