quinta-feira, 29 de junho de 2017

POLÊMICA - ACUSADOS NA CADEIA

Juiz acata pedido dos advogados Geraldo Moreira e Alikan Zanotti e revoga liberdade de casal acusado de matar três pessoas carbonizadas na região de Pitanga e Santa Maria do Oeste
Foto divulgada no dia do crime 
         Um crime brutal, ocorrido na zona rural de Pitanga, em agosto de 2016, ainda continua repercutindo e gerando polêmica na região central do Paraná. Um casal, acusado do crime, chegou a ser colocado em liberdade, a pedido do Ministério Público, o que causou indignação da comunidade, mas os supostos criminosos voltaram para a cadeia e a grande expectativa passa a ser o dia do Julgamento. No dia 26 de junho, de 2017, recebemos a notícia que a Justiça mandou prender: Zoraide e Amauri, acusados da morte de três idosos na conhecida "Linha Cantu". Depois de 7 meses de cadeia, a decisão pela soltura dos mesmos, sob alegação de que não havia provas materiais, causou estranheza. Mas o poder judiciário de Pitanga, atendeu a um novo pedido de prisão, que foi protocolado pelos advogados Geraldo Moreira Junior, e Alikan Zanotti, o último de São João do Ivaí. Eles utilizaram como argumento, a gravidade do crime, a comoção que causou em toda população, o risco que a liberdade do casal, estava representando para familiares das vítimas, inclusive, anexaram um boletim de ocorrências que revela ameaça a uma testemunha: "Ocorre Excelência que os réus mencionados estão a descumprir as medidas impostas na decisão, indo mais além, com ameaças a testemunhas, incêndios criminosos e rapto de crianças, haja vista que conforme consta do Boletim de Ocorrência que segue em anexo, no dia 12/06/2017, às 14h00min., compareceu na delegacia de polícia de Santa Maria do Oeste a pessoa de Sediney Lacouski, testemunha nos autos principais e ex-marido de Zoraide, alegando que no dia 29/05/2017, por volta das 17h30min, compareceram os réus em menção na residência da testemunha e de lá retiraram as duas filhas de Sediney, frutos da relação que manteve com Zoraide, ameaçaram o mesmo e incendiaram uma residência que fica na sua propriedade, só saindo de lá por volta das 19h00min. Afirmaram que caso Sediney denunciasse o ocorrido ele seria o próximo a ser morto", diz trecho do documento assinado pelos advogados e que pede a revogação da liberdade dos acusados, pedido que foi acatado. SOBRE O CRIME - Conforme noticiamos, um casal de idosos e um homem foram brutalmente assassinados após terem sua residência invadida por supostos assaltantes. Os três foram mantidos dentro do carro da família enquanto o veículo era incendiado em uma estrada rural de Santa Maria do Oeste (68 km a oeste de Guarapuava). Os corpos foram encontrados por volta das 10h de 27 de agosto, de 2016. De acordo com a Polícia Civil, Vitor Lacoski, de 72 anos, sua esposa, Elizabete Cossoski, de 70, e o irmão da idosa, Salvador Cossoski, de 40, moravam em Pitanga (88 km ao norte de Guarapuava) e teriam sido agredidos e retirados da residência entre a noite de sexta (26) e madrugada de sábado (27). Depois, foram levados até o distrito de São José, em Santa Maria do Oeste, onde o Fiat Siena foi posteriormente encontrado totalmente consumido pelas chamas. Os corpos foram retirados do automóvel e levados ao IML de Guarapuava para identificação. Inicialmente, acreditava-se que os três tivessem sido vítimas de um latrocínio, mas não foram levados objetos nem dinheiro da casa, o que afastou a hipótese de assalto, naquela época.

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