terça-feira, 4 de julho de 2017

FUNCIONÁRIA DA COPEL PRESA

Funcionária pública é presa suspeita de desviar mais de R$ 500 mil da Copel em dois meses
(G1 PARANÁ)  Uma funcionária pública da Companhia Paranaense de Energia (Copel) foi presa, na manhã desta terça-feira (4 de julho), suspeita de desviar mais de R$ 500 mil da estatal entre maio e junho deste ano, de acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp).   Ela foi presa em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, em uma ação do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce). Além do mandado de prisão temporária, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão.  A Justiça de Curitiba também determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal, o sequestro de um terreno e a apreensão de um carro de luxo. Segundo a Sesp, o terreno e o veículo foram comprados com recursos desviados da Copel.  A Sesp informou que a fraude foi identificada pela Copel, que repassou a situação ao Nurce, para a apuração do caso. A equipe de Polícia Civil identificou, em menos de um mês, o "modus operandi" da servidora, reunindo provas para sustentar o pedido de prisão.  Conforme a Sesp, há a possibilidade de mais pessoas estarem envolvidas, pois os boletos eram pagos em outros setores da empresa. Mesmo após a prisão da funcionária, a investigação continua, ainda de acordo com a Sesp.    'Modus Operandi'  -A funcionária pública trabalhava no departamento administrativo da Copel. Ela era considerada, segundo a Sesp, exemplar e tinha um alto grau de confiança na estatal. A função da servidora era lançar no sistema as faturas emitidas contra a empresa, para o pagamento posterior. Com o conhecimento da função exercida e o acesso ao sistema da estatal, ela desviou dinheiro da Copel para proveito próprio ao quitar boletos de gastos pessoais. De acordo com a Sesp, a mulher falsificava os boletos bancários dela e os lançava como dívida da empresa. Ela chegou a comprar um automóvel de luxo 0 km.  Usando o dinheiro desviado, a servidora também quitou, ainda conforme a Sesp, um terreno em Colombo, comprou materiais de construção, pagou antecipadamente a construção de uma casa pré-fabricada, adquiriu produtos de uma loja de departamento e pelo telemarketing de uma empresa e consumiu produtos de beleza.

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