terça-feira, 21 de novembro de 2017

EXCLUSIVO- Donos da Fazenda Brasileira divulgaram mais uma nota

               FAXINAL E ORTIGUEIRA              
A família Petrilli disse ao Blog do Berimbau que novamente estão sendo surpreendidos com as falsas informações sobre a Fazenda Brasileira 

Nossa reportagem, Blog do Berimbau, tem acompanhado a polêmica da conhecida Fazenda Brasileira, cujo nome real é Fazenda Nossa Senhora do Carmo, atualmente transformada em Assentamento Maila Sabrina. Como já informamos, em 2017, completaram 14 anos da ocupação  da propriedade (2003 a 2017), por um grupo de pessoas que chegou a 430 famílias, ligadas ao MST- Movimento Sem Terra. Os Petrilli, proprietários da área rural, desde 1964, lutam na justiça para conseguir a reintegração. No início de novembro, de 2017, nossa reportagem divulgou informações sobre a preocupação dos acampados, que receberam notícias de que seriam retirados do local. Logo receberam apoio de vereadores e prefeitos de Ortigueira e Faxinal, os quais asseguraram que não haverá reintegração. . O Blog do Berimbau e Rádio Nova Era, foram procurados pela Família Petrilli, que divulgou uma primeira nota: "Novamente nos surpreendemos com as declarações de políticos da região sobre a Fazenda Brasileira. Esclarecemos que a reintegração de posse nos foi concedida por sentença judicial, e a penalidade pelo descumprimento da sentença judicial é a intervenção federal no Estado, também já concedida pelo STJ frente à negligência do poder executivo. Não depende de vereadores, prefeito, etc, interromper o processo de reintegração. Não procede também a informação de que estejamos em negociação com o INCRA". No dia 17 de novembro, o agrônomo Reginaldo Pavesi, de Faxinal, também fez declarações dizendo que há uma proposta feita aos Fazendeiros e que eles teriam aceito, afirmações que fizeram com que os Petrilli divulgassem um segundo esclarecimento com o seguinte título:"Criar falsas expectativas é um desrespeito ao povo. As pessoas estão sendo iludidas". Veja o texto na íntegra: "Esclarecemos que a reintegração de posse nos foi concedida por sentença judicial, e a penalidade pelo descumprimento da sentença judicial é a intervenção federal no Estado, também já concedida pelo STJ frente à negligência do poder executivo. Não depende de vereadores, prefeito, etc, interromper o processo de reintegração. Eventual negociação da propriedade com o INCRA ou outro comprador não interrompe o processo de reintegração. Não procede a informação de que estejamos em negociação com o INCRA. Fomos vítimas. no passado, de longas avaliações da propriedade, que culminaram em ofertas de compra por preços irrisórios. Temos avaliações independentes da mesma época daquelas feitas pelo órgão, registros de escrituras de propriedades vendidas na região, etc, por muito mais. Mas o INCRA ignora dados que não os próprios, não negocia, apenas quer impor preço e condições inaceitáveis, fruto de "critérios técnicos". Nosso critério é o valor de mercado. A lei faculta ao INCRA fazer oferta de compra por uma propriedade mesmo que ela não tenha sido oferecida. Uma proposta do INCRA pela Fazenda Brasileira, imediata e definitiva, fato em vez de promessa, seria considerada. Mas, embora a lei faculte, o INCRA não nos apresentou proposta de compra. Os boatos de que os proprietários concordaram com determinado preço oferecido são falsos. Não recebemos oferta alguma do INCRA. Reiteramos nossa posição de vendermos a propriedade por um preço justo, ao INCRA ou a outro interessado. Sugiro ao senhor, olhar o site do INCRA, onde aparece a aprovação por unanimidade, pelo CEDRAF, da compra de duas propriedades em 24/10 passado. A Fazenda Água do Bugre, em Querência do Norte, com 297 ha, comprada por R$6.500.000,00. A Fazenda São Joaquim, em Teixeira Soares, com 1.028 ha, por R$ 19.200.000,00. Mas para o assentamento legal dos invasores da Fazenda Brasileira as autoridades se omitem...", Diz a nota da família Petrilli. 

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