sexta-feira, 11 de maio de 2018

AGRICULTURA - PERDAS COM A SECA

Na região Vale do Ivaí  a falta de chuva já havia prejudicado a Soja, mas as perspectivas para o milho "safrinha" e trigo, não são nada animadoras 
No link de vídeo, ouça a fala de Reginaldo Pavesi, agrônomo de Faxinal, no quadro "Dia a Dia da Agricultura, pela Rádio Nova Era e Blog do Berimbau (11 de maio, de 2018)
             Em toda região Vale do Ivaí, há uma preocupação no campo e na cidade, com as perdas nas lavouras de milho. Em cada cidade, os levantamentos informais, até o dia 10 de maio, de 2018, apontavam perdas, em uma média, de 30%, sendo um pouco mais ou um pouco menos, dependendo do município. Em Borrazópolis, quem nos enviou fotos e fez algumas considerações, foi Edimilson A. de Medeiros, o conhecido "Capitinga" , que trabalha no escritório "A Vieira Planejamento". Segundo ele, o município já teve uma perda significativa na safra de soja, por conta do longo período de estiagem; e agora, poderá acarretar perdas maiores no milho "safrinha" e na implantação da cultura do trigo. Ainda segundo suas avaliações, há propriedades que perderam 30%, mas também há aquelas que já contabilizam 80% de perdas. No quadro "Dia a Dia da Agricultura", apresentado pela Rádio Nova Era/ Vale do Ivaí,  o agrônomo Reginaldo Pavesi, de Faxinal informou que na região de Faxinal, a média é de 30%, mas na região de Cascavel e Toledo, ela já chega a 70%. Ele também aconselhou que os produtores acionem o seguro e que o melhor é utilizar o Proagro. Na sexta-feira, 11 de maio, de 2018,  a previsão era de chuva, sendo que em alguns locais, poderia cair até 25 milímetros, mas isso não ocorreu. OUTRAS INFORMAÇÕES - No dia 10 de maio, de 2018, o portal notícias agrícolas informou que o Agroconsult cortou sua projeção para a segunda safra de milho 2017/18 do Brasil para 60,2 milhões de toneladas, de 63 milhões consideradas em março, em meio à intensificação da estiagem em importantes regiões produtoras. Conforme a consultoria, o volume da chamada "safrinha" tende a ser 12 por cento menor frente o recorde obtido no ano passado. A segunda safra é a principal do país, respondendo por cerca de 70 por cento de todo o milho produzido no Brasil. A perspectiva de retração na colheita da segunda safra se acentuou nas últimas semanas diante da escassez de chuvas em áreas produtoras, em especial no Paraná, segundo maior produtor nacional, e em Mato Grosso do Sul. "Se a estiagem permanecer, a safra poderá ser ainda menor", alertou a consultoria, em nota. Para as próximas duas semanas, contudo, há previsão de chuvas no Paraná, mas elas devem ser mais volumosas no norte do Estado, enquanto no sul e partes do oeste tendem a ficar abaixo da média histórica, segundo o Thomson Reuters Agriculture Weather Dashboard. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu levemente sua projeção para a safrinha. Outras consultorias privadas, como a AgRural e FCSTone, já haviam anunciado reduções em suas previsões. A queda na produção é, em parte, também atribuída à menor área plantada. A Agroconsult estima semeadura de 11,9 milhões de hectares neste ano, 1 por cento a menos na comparação com 2016/17.   (Matéria publicada no dia 11 de maio, de 2018). 

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