domingo, 13 de maio de 2018

LAVA JATO - BETO RICHA

Moro determina abertura de inquérito contra ex-governador Beto Richa, do Paraná. Ele é suspeito de favorecer a Odebrecht na licitação para duplicar uma rodovia estadual.
(JORNAL NACIONAL)   Em Curitiba, o juiz Sérgio Moro determinou à Polícia Federal a abertura de um inquérito contra o ex-governador do Paraná Beto Richa, do PSDB, para apurar o suposto favorecimento à Odebrecht na licitação de duplicação de uma rodovia estadual.  As investigações estavam no Superior Tribunal de Justiça, mas foram remetidas à primeira instância e à Justiça Eleitoral depois que Richa renunciou ao governo para concorrer ao Senado. Na decisão, o juiz Sérgio Moro afirmou que é dele a competência para julgar os fatos relacionados à campanha à reeleição de Beto Richa em 2014, porque nesse caso há suspeita de contrapartida, com uma intervenção do governo do estado numa licitação. E porque o caso estaria ligado com a Lava Jato:  O juiz diz que um dos delatores da Odebrecht declarou que o pagamento total de R$ 2,5 milhões via caixa 2 estaria relacionado ao favorecimento da empresa na licitação para a duplicação da rodovia PR-323.   E que o delator afirma que teria pedido ao então chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, apoio para que outras empresas não participassem da concorrência. Deonilson Roldo, segundo o delator, teria respondido que poderia ajudar.  Roldo foi exonerado na sexta-feira (11 de maio, de 2018) dos seis cargos de confiança que ocupava no governo do estado depois que foi divulgada a gravação de uma conversa entre ele e um executivo da construtora Contern, Pedro Rache.  Na conversa, que aconteceu em 2014, eles discutem a licitação da PR-323, e Roldo afirma já ter um compromisso para a obra.  Deonilson: Mas a gente tem um compromisso nessa obra aí.   Pedro Rache: Certo.  A Odebrecht acabou participando sozinha da licitação, conseguiu o contrato, mas a obra não saiu do papel. Nessa época, as investigações da Lava Jato já estavam em andamento.      O que dizem os citados   - A defesa do ex-governador Beto Richa disse que aguarda o julgamento de um recurso no STJ contra a remessa da investigação para a Justiça Federal. Os advogados querem que o caso seja julgado pela Justiça Eleitoral.   O diretório estadual do PSDB reafirmou que todas as doações nas campanhas de Beto Richa foram dentro da lei e aprovadas pela Justiça Eleitoral.   Deonilson Roldo disse que jamais tratou de doações para campanhas eleitorais, nem solicitou colaborações de empresas ou de pessoas. E que está sendo vítima de chantagem continuada, a partir de uma gravação clandestina.  A Contern disse em nota que se interessou pelo projeto, mas não participou da licitação, e que em nenhum momento recebeu sinais de que o processo estaria direcionado para uma ou outra construtora. Nós não conseguimos contato com Pedro Rache.

Um comentário:

  1. Isso mesmo exelentissimo JUIZ SERGO MORO cadeiaaa pra esses bandos,ainda falta mais pra cair na suas maos,meus parabens MORO.

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