sexta-feira, 9 de março de 2018

LAVA JATO - OPERAÇÃO

Lava Jato mira ex-ministro Delfim Netto e estima que ele recebeu R$ 15 mi em propina por Belo Monte
      Neste dia 09 de março, de 2018, a Polícia Federal realizou a 49ª fase da Lava Jato para investigar a obra na Usina de Belo Monte, no Pará. Um dos alvos foi o ex-ministro e ex-deputado Delfim Neto, suspeito de ter recebido milhões em propina. Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços de Delfim Netto, em São Paulo. Os investigadores conseguiram rastrear R$ 4,4 milhões que teriam sido pagos ao ex-ministro de 2012 a 2015 e afirmam que Delfim Netto ajudou a criar o consórcio vencedor do leilão de Belo Monte, formado por nove empresas. Sem condições de tocar a obra, esse consórcio subcontratou um grupo de empresas, incluindo a Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. A Lava Jato afirma que a propina ao ex-ministro foi paga por esse segundo grupo. Um dos repasses identificados é da construtora JMalucelli, de Curitiba, que também foi alvo de busca e apreensão. Não é a primeira vez que o nome de Delfim Netto aparece na Lava Jato. Nas planilhas de propinas da Odebrecht, o ex-ministro era identificado como Professor. Em depoimento à Polícia Federal, em 2016, ele disse que o dinheiro foi por serviços de consultoria à empresa. “Ele não falou a verdade. Ele tentou mascarar os recebimentos de vantagens indevidas em supostos contratos de consultoria, cujos serviços jamais foram prestados conforme declarado até pelos colaboradores”, afirmou o procurador Athayde Ribeiro Costa. Os procuradores disseram que não pediram a prisão do ex-ministro por considerar que ele não oferece risco às investigações. Segundo o Ministério Público Federal, o acerto de propina em Belo Monte foi negociado pelo ex-ministro petista Antonio Palocci, que determinou que o dinheiro fosse distribuído entre Delfim Netto, o partido dos Trabalhadores e o MDB. O juiz Sérgio Moro disse que há indícios de que os valores foram repassados aos partidos de forma dissimulada, por meio de doações eleitorais registradas. As investigações sobre os partidos estão em sigilo - O que dizem os citados -  Leia no link abaixo  A defesa do ex-ministro Delfim Neto afirmou que o cliente não ocupa cargo público desde 2006, que ele não cometeu nenhum ato ilícito em qualquer tempo e que os valores que recebeu foram de honorários da consultoria prestada. O Partido dos Trabalhadores afirmou que as acusações não têm o menor fundamento e que os procuradores tentam criminalizar o PT na medida em que se aproximam as eleições, usando a palavra de delatores que buscam benefícios penais e financeiros. O MDB afirmou que não recebeu propina e nem recursos desviados no consórcio e que lamenta que o ex-deputado Delfim Netto esteja indevidamente citado no processo. A JMalucelli Construtora afirmou que sempre agiu de acordo com seus princípios éticos e morais, que a participação na construção de Belo Monte foi por ser acionista do empreendimento, que não fez qualquer pagamento indevido e que a Justiça comprovará sua idoneidade. A Odebrecht, a Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa já assinaram acordos de leniência e afirmaram que apoiam todas as iniciativas de combate à corrupção.

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