terça-feira, 13 de março de 2018

NOVIDADE - SUS passa a oferecer tratamentos alternativos

Essências de flores, óleos e luzes coloridas estão entre os recursos das novas terapias incluídas no SUS
             O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de novas práticas de tratamentos alternativos pelo SUS e provocou críticas do Conselho Federal de Medicina. Essências de flores, óleos e luzes coloridas estão entre os recursos das novas terapias incluídas no SUS. Algumas são mais conhecidas, como a cromoterapia e os florais; outras nem tanto. É o caso da constelação familiar, uma técnica que usa a representação de relações familiares para identificar bloqueios emocionais. As terapias alternativas começaram a fazer parte do SUS há 12 anos. Em 2017, segundo estimativa do Ministério da Saúde, cinco milhões de pessoas tiveram acesso a estes tratamentos. Com as novas inclusões, agora são oferecidas 29 terapias.  “Nós passamos, então, a caminhar um pouco na direção do fazer saúde e não cuidar da doença, que é o grande desafio do SUS: alternar o modelo de financiamento, que hoje é focado em curar pessoas, e passar a priorizar o não deixar as pessoas adoecerem”, explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Mas a decisão do Ministério da Saúde enfrenta resistência. O Conselho Federal de Medicina (CFM) é contra.  “Nós consideramos que, por não ter resultados cientificamente comprovados, por não ter resolubilidade, eficácia na prática médica, é um desperdício que se faz colocando um financiamento do SUS nessa área”, disse Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, presidente do CFM. Entre as terapias alternativas, o Conselho Federal de Medicina reconhece apenas a acupuntura e a homeopatia e desde que praticadas por médicos.


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