terça-feira, 20 de junho de 2017

BRASÍLIA - POLÊMICA

Polícia Federal diz que a indícios de crime contra Temer e Loures. Já o presidente, gravou vídeo para atacar o dono da JBS que o chamou de chefe de quadrilha 
      Algumas notícias veiculadas na segunda e terça-feira, dia 20 de junho, chamam atenção em Brasília. Uma delas é que no relatório entregue ao Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal se concentra em uma das suspeitas, que pesam contra o presidente Michel Temer e o ex-assessor dele Rodrigo Rocha Loures, a do crime de corrupção passiva. E a Polícia Federal concluiu que há indícios de que os dois cometeram esse crime. A Polícia Federal também pediu, nesta segunda, ao Supremo mais cinco dias de prazo para concluir outra parte do inquérito, a que trata da suspeita do crime de obstrução à Justiça. A Polícia Federal quer esperar a perícia técnica da gravação feita por Joesley Batista com o presidente Temer ficar pronta, o que deve ocorrer ainda essa semana. Do Supremo, esse material segue para o Ministério Público Federal, que prepara a denúncia contra Temer e Rocha Loures. Nesta segunda, o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, opinou contra o pedido do presidente para arquivar esse inquérito. Janot disse que só pode avaliar depois de receber todas as provas coletadas até agora e o relatório da Polícia Federal sobre o caso. Só após receber esse material, Janot terá cinco dias para oferecer uma denúncia ou pedir o arquivamento do processo. VÍDEO DO PRESIDENTE - Já Michel Temer, começou a semana sob forte impacto político das novas declarações do empresário Joesley Batista contra o presidente Michel Temer. Na segunda-feira (19 de junho), apresentou queixa-crime contra Joesley por calúnia, injúria e difamação. Em entrevista à revista Época, o empresário reafirmou as denúncias que fez contra Temer, a quem se referiu como chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil. O empresário também afirmou que o ex-presidente Lula e o PT institucionalizaram a corrupção no Brasil e que o senador afastado Aécio Neves, do PSDB, é tão corrupto quanto os outros. Aliados de primeira linha partiram para o ataque a Joesley Batista. “Efetivamente, estamos colocando o Brasil nos trilhos. Acabamos com os favores que privilegiavam apenas algumas poucas empresas. Cortamos as práticas que permitiam a criminosos crescer à sombra dos ilícitos e do dinheiro público jorrado sem limite e com juros camaradas. E muita gente não gostou disso. Já está claro o roteiro que criaram para justificar seus crimes: apontam o dedo para outros tentando fugir da punição. Aviso aos criminosos que não sairão impunes. Pagarão o que devem e serão responsabilizados pelos seus ilícitos”, disse Michel Temer. E a cobrança foi feita nesta segunda-feira (19) em duas ações. Na 12ª Vara Federal de Brasília, uma queixa-crime contra Joesley Batista. De acordo com a defesa, as acusações dele são baseadas em informações falsas, "criadas com o único e exclusivo propósito de abalar a credibilidade do presidente da República". E que a "intenção inequívoca" era "denegrir a honra" do presidente, "expondo-o ao vexame e à execração pública". A outra ação é na área cível. A defesa do presidente pede indenização por danos morais. A defesa diz que o poder lesivo da entrevista é ainda maior, porque Temer é "o representante máximo do país e depende quase que exclusivamente de sua boa reputação perante a sociedade para exercer devidamente as suas relevantes funções". Tomadas essas providências, Temer seguiu para a base aérea. Na mesma hora, a presidente do Supremo, Carmén Lúcia, chegava de uma viagem ao Rio. Segundo assessores, os dois tiveram uma rápida conversa protocolar. A defesa de Joesley Batista não quis se manifestar sobre as ações do presidente na Justiça contra ele. (Jornal Nacional)

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