quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

POLICIAIS CRIMINOSOS

Cobrança para aliviar fatos criminais de suspeitos culmina em prisão de cinco policiais civis
Gaeco participou da operação 
Foi deflagrada nesta quarta-feira, 15 de fevereiro, em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, a Operação NFL, que culminou com o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva determinados pelo Juízo da Comarca. Entre os presos estão cinco policiais civis e uma pessoa que agia como se fosse policial, “trabalhando” na delegacia da cidade – mesmo não sendo agente público. A ação é coordenada pelo Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).  Em paralelo à Operação, foi apresentada pelo MP-PR denúncia criminal em face de todos os envolvidos, contemplando os crimes de associação criminosa, peculato, concussão e corrupção passiva.   Fatos – Conforme apurado pelo Gaeco, o pseudo policial agia usurpando função pública em combinação e com o aval dos policiais. Ele fazia levantamentos em residências onde havia suspeita de alguma prática criminosa e em certos casos negociava valores para que, já na delegacia, os policiais aliviassem a situação da pessoa envolvida. Além disso, agindo como se fosse agente público, cobrava dinheiro em nome da Polícia Civil para um suposto calendário.  Em um caso destacado na ação penal, dois policiais exigiram dinheiro para alterar a situação de uma pessoa detida – em vez de tráfico de drogas, classificariam a comunicação oficial à Justiça como uso de entorpecente. Chegaram, inclusive, a devolver uma pequena porção de droga ao detido. Em outra situação, houve uma negociação em que foram pedidos R$ 40 mil, um veículo e um relógio para deixar de anotar que a pessoa presa tinha outro envolvimento em outro crime, em que figuraria com nome distinto, o que poderia piorar a situação dela perante o Judiciário. Em outro fato citado na denúncia houve exigência de R$ 50 mil de suspeitos de homicídio para não solicitar prisão cautelar à justiça.  NFL são as iniciais dos nomes de alguns dos envolvidos no caso. Além do combate à criminalidade organizada, o Gaeco é o braço do MP-PR que atua no controle externo da atividade policial.

Nenhum comentário:

Postar um comentário