terça-feira, 9 de maio de 2017

LAVA JATO - LULA X MORO

Entre as últimas informações está a defesa de Lula pede adiamento de interrogatório em Curitiba
Os advogados do ex-presidente Lula pediram a suspensão do depoimento dele sobre o apartamento triplex no Guarujá, desta quarta-feira (10 de maio), em Curitiba. O depoimento estava agendado para o dia 3 de maio, mas no dia 24 de abril, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná e a Polícia Federal pediram o adiamento, alegando que precisavam de mais tempo para organizar o esquema de segurança. Naquele mesmo dia, a defesa do ex-presidente disse que Lula estava pronto para depor em qualquer data.  Dois dias depois, o juiz Sérgio Moro decidiu adiar o interrogatório para 10 de maio. O Instituto Lula vem alegando que o adiamento não era por questões de segurança, e sim para “encaixar no processo depoimentos fabricados de ex-diretores da OAS Léo Pinheiro e Agenor Medeiros, e do ex-diretor da Petrobras Renato Duque”. Os três tentam há meses delação e envolveram Lula no esquema de corrupção da Petrobras. No dia 3 de maio foi a vez de a defesa de Lula pedir para Sérgio Moro mais prazo para se preparar para o interrogatório. Ele negou.  No dia 08 de maio, a defesa recorreu à segunda instância e pediu que os prazos do processo sejam suspensos. Os advogados dizem que não tiveram tempo para analisar parte dos documentos apresentados pela Petrobras na terça-feira passada, dia 2 de maio.  Segundo os advogados, os arquivos anexados ao processo têm cinco mil documentos, cem mil páginas e foram solicitados por eles em outubro de 2016. Semana passada, a defesa de Lula fez ainda outro pedido, desta vez de forma específica para o interrogatório do ex-presidente. Quer mudanças na posição da câmera que grava a audiência. Os advogados não queriam que a câmera ficasse parada no rosto de Lula e também pediram para fazer uma gravação própria.  O juiz Sérgio Moro negou os dois pedidos. Considerou que o material poderia usado para fins político-partidários.Mas decidiu colocar mais uma câmera da própria Justiça para gravar o restante da sala. Os advogados de Lula disseram que vão recorrer. Afirmaram que gravar a audiência é uma prerrogativa do advogado. A defesa também questiona o Ministério Público Federal sobre possíveis acordos de delação. Nesta segunda-feira, durante a primeira audiência do segundo processo contra Lula em Curitiba, os advogados do ex-presidente pediram formalmente que o Ministério Público informe se testemunhas ou réus estão tentando delação premiada. Os procuradores informaram em ata que já vêm fazendo isso, seguindo a lei.  Depois do depoimento de Ricardo Pessoa, da UTC, e Marcos Berti da Toyo Setal, os advogados soltaram uma nota e explicaram que o pedido “foi feito em virtude das últimas audiências, em que - segundo a defesa - depois que 73 testemunhas não confirmaram a acusação contra Lula, o Ministério Público passou a intensificar negociações para a delação de réus, aparentemente com o compromisso da inclusão do nome de Lula em seus depoimentos”.  A força-tarefa da Lava Jato não quis comentar as acusações dos advogados de Lula sobre as negociações para acordos de delação premiada.  Nesse segundo processo, o ex-presidente Lula é acusado de receber propina da Odebrecht por meio da compra de um terreno que seria para a construção do Instituto Lula, mas que acabou não acontecendo.   O ex-presidente também é acusado de ser o real proprietário de um apartamento vizinho ao dele, em São Bernardo do Campo.  O executivo da Toyo Setal Marcos Berti reafirmou a existência de um cartel de empreiteiras, mas não foi questionado sobre a suposta participação do ex-presidente Lula no esquema.  O sócio da UTC Ricardo Pessoa falou sobre pagamento de propina por meio de caixa dois e doações legais de campanha, e disse que nunca tratou de propina com Lula. A defesa do ex-presidente afirmou que Ricardo Pessoa afastou qualquer envolvimento de Lula; que as imputações são vagas e genéricas; e que a acusação contra Lula é francamente especulativa, seguindo o mesmo padrão observado em outros casos. (Jornal Nacional)

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