segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A TRAGÉDIA QUE CHOCOU O BRASIL

Coordenadora que convenceu aluno a parar de atirar diz que ele colocou a arma no corpo dela: ‘Pedi para ficar calmo’
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A coordenadora que convenceu o adolescente de 14 anos a parar de atirar contra a turma disse neste domingo (22 de outubro) que não teve medo de abordar o aluno no Colégio Goyases, em Goiânia, e pediu calma ao estudante. Ao sair da sala junto com ele, Simone Maulaz Elteto revelou que o menino chegou a colocar a arma no corpo dela. Os tiros que ele já havia disparado causaram a morte de dois colegas e deixaram outros quatro feridos. “Ele ficou com a arma posicionada no meu abdômen, a mão direita eu coloquei no ombro dele e a mão esquerda eu fui empurrando devagar a arma pro fundo da parede, em direção a uma sala que eu sabia que estava sem alunos”, contou Simone. “As crianças estavam correndo, descendo as escadas e gritando que o aluno tinha ficado louco e estava atirando em todo mundo”, contou. De acordo com Simone, ela ouviu o primeiro disparo e correu para ver o que estava acontecendo na sala do 8º ano, que fica no terceiro andar do colégio. Ao chegar à sala, a coordenadora tirou uma aluna de entro para evitar que fosse alvo de mais tiros. “Eu ouvi primeiro a Marcela. Ela estava ferida. Eu tirei ela da mira, de onde ele pudesse alvejá-la novamente, entreguei ela para a professora e pedi que ligassem pra polícia. Ai fui até a sala, quando eu entrei, vi os alunos João Pedro, João Vitor e Isadora caídos feridos, e muito sangue. E ele [atirador]”, detalhou. Após tirar a estudante ferida da sala, Simone se aproximou do atirador.   "Me aproximei dele, não tive medo, coloquei a mão no ombro dele, perguntei: 'O que houve, tá tudo bem?' Ele tava um pouco alterado", contou. Em seguida, o adolescente atirou novamente. "Ele deu um tiro pra trás da sala, para a parede. Aí eu falei: 'Fica calmo, me dá a arma, entrega pra mim'. Ele não quis e ele falou quero que chame meu pai. Eu disse: 'Já chamei seu pai, fique tranquilo, confie em mim, nós vamos resolver isso'", relatou Simone.   A coordenadora saiu junto com o aluno em direção à biblioteca. "Chegando no corredor, eu fiquei com muito medo de ele entrar nas salas onde tinham outros alunos. Eu tinha que impedi-lo", disse, emocionada. Para evitar que mais alunos se ferissem, Simone conta que se posicionou à frente dele e voltou a pedir calma e que lhe entregasse a arma, o que negou. Logo depois ela conseguiu segurar a mão dele com as duas mãos. "Aí nos descemos as escadas, eu sabia que tinha pais de alunos, alunos, funcionários no térreo da escola. Na minha cabeça, eu sabia que tinha muita gente lá e não podia levar ele pra lá. Eu levei ele pra biblioteca, sempre segurando", detalhou.   A coordenadora conta que o aluno só travou a arma ao chegar à biblioteca do colégio.  "Fiz ele sentar numa cadeira perto de uma mesa, fui me aproximando dele e levei a outra mão por cima da minha mão. Aí eu posicionei a mão dele pra baixo, de forma que a arma não ficasse apontada nem para ele nem pra mim. Aí falei ele: 'Trava a arma, por favor. Então ele travou a arma'", explicou.  Lodo depois, os policiais militares chegaram à escola e ordenaram que o adolescente se deitasse no chão. Em seguida, Simone saiu correndo da sala em busca de ajuda para pedir ambulâncias. Até então, ela não sabia que dois alunos tinham morrido.

ATENTADO - Como a tragédia que chocou o Brasil aconteceu em Goiânia 

O crime aconteceu na manhã de sexta-feira (20) em uma sala de aula do 8º ano do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, em Goiânia. Os disparos aconteceram no disparo entre duas aulas.  Segundo o delegado Luiz Gonzaga Júnior, responsável pelo caso, o autor dos disparos disse que sofria bullying de um colega e, inspirado em massacres como o de Columbine, nos Estados Unidos, e o de Realengo, no Rio de Janeiro, decidiu cometer o crime. Filho de policiais militares, ele pegou a pistola .40 da mãe e a levou para a unidade educacional dentro da mochila.  Os estudantes João Vitor Gomes e João Pedro Calembo, de 13 anos, morreram no local. Os outros quatro alunos baleados foram socorridos e levados a hospitais de Goiânia. Um deles, Hyago Marques, recebeu alta no domingo, dia 22 de outubro. 
'Não julgue nosso filho', pede mãe de aluno morto em escola de Goiânia
João Pedro Calembo (à esquerda) e João Vitor Gome (Mortos)
Clique AQUI  e veja o depoimento dos pais concedido ao Fantástico de Rede Globo 
A mãe do estudante João Pedro Calembo, de 13 anos, morto a tiros pelo colega em sala de aula em uma escola de Goiânia, publicou nas redes sociais um pedido para que as pessoas não julguem seu filho. Barbara Melo disse estar despedaçada. A Polícia Militar informou que o adolescente autor dos disparos sofria bullying, era alvo de piadas maldosas de colegas e por isso levou a arma para a escola.  Outra mãe disse que o Delegado concluir o processo sem ouvir o pai das vítimas. Eles contestam que o Bullyng serja a causa.  (Reportagem do G1 Goiânia e CBN)

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