segunda-feira, 23 de outubro de 2017

POLÊMICA - Jardim Alegre vai atualizar Planta Genérica de Valores

O Projeto visa regularizar o valor dos imóveis, o que vai provocar um aumento do IPTU.  Em entrevista, Márcio Rosendo, da Tributação, disse que a proposta faz justiça e trata a todos de forma igualitária
No link de vídeo, ouça a entrevista com Márcio Rosendo, funcionário do Departamento de Tributação  
        Um projeto de lei, de autoria do executivo municipal, em Jardim Alegre, gerou polêmica antes mesmo de ser enviado para a Câmara Municipal de Vereadores. Trata-se da Planta Genérica de Valores, dos imóveis, na qual contém os preços do metro quadrado de cada rua e só pode ser alterada por lei. Esse valor é usado como parâmetro para a definição do IPTU. Segundo a AMP - Associação dos Municípios do Paraná, a Planta de valores é a denominação genérica de uma fórmula de cálculo que possibilita a obtenção dos valores venais de todos os imóveis urbanos de um município a partir da avaliação individual de cada uma dessas propriedades. Para esclarecer todos os detalhes da proposta, nossa reportagem entrevistou o Márcio Rosendo, do Departamento de Tributação, da Prefeito de Jardim Alegre, que ajudou a elaborar os estudos. Segundo ele, apesar de promover a elevação dos Valores do IPTU para alguns proprietários, o projeto faz justiça. "A nossa planta genérica é da década de 80, quando foi feita a avaliação, e de lá para cá, a atualização só foi monetária ou inflacionária. Há imóveis no centro, que pagam menos Imposto do que uma casa de bairros mais afastados. Surgiram loteamentos e novos empreendimentos, mas há propriedades que estão com valores irrisórios. Não seria necessário algo tão rigoroso se os prefeitos anteriores tivessem feito as referidas atualizações", disse Márcio Rosendo. Ele citou, como exemplo, imóveis no centro da cidade avaliados em 1000 reais, quando uma casa de loteamento, já está avaliada em 30.000 mil reais, o que não é justo, porque o morador de um bairro, paga três vezes mais do que quem mora na região central. Os estudos também apontaram que atualmente 50% dos imóveis de Jardim Alegre, estão avaliados em uma média de 5 mil reais, e que seus proprietários pagam no máximo 50 reais, e somente os outros 50%, pagam um imposto mais caro. Caso o projeto seja aprovada pela Câmara, ainda em 2017, a nova tabela de preços entrará em vigor, a partir de 2018. Nas ruas, o assunto divide opiniões, alguns fazem críticas ao  poder público dizendo que o projeto é um álibi para aumentar impostos em época de crise, mas também há pessoas que elogiam o prefeito pela coragem de encarrar os problemas e os resolver.  "Aqui em Jardim Alegre, só passou prefeito com ideias populistas sem pensar no futuro e no desenvolvimento. É uma absurdo, alguém em um Bairro, quase na zona rural, como é meu caso,  pagar mais IPTU do que quem mora no centro", disse um dos moradores a nossa reportagem. Ainda segundo Márcio Rosendo, pensando no momento de dificuldade, a prefeitura fará uma atualização considerando no máximo, o Valor de 30% dos imóveis, o que fará que o impacto seja menor do que o realmente deveria  ocorrer.   No link de vídeo, a entrevista completa e mais detalhes. 

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