sexta-feira, 29 de maio de 2015

FIFA - Blatter é reeleito em meio as denúncias

                         A votação para escolher o novo presidente da Fifa terminou com a reeleição de Joseph Blatter. No início da tarde, o presidente da Federação da Jordânia, o príncipe Ali Bin Al-Hussein, desistiu da eleição, dando a vitória para Blatter. A eleição ocorreu em meio ao maior escândalo da história do futebol.  Na votação, o Brasil foi representado pelo presidente da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio. A votação começou com o discurso dos dois candidatos. Joseph Blatter pediu a confiança dos delegados. Já o opositor disse que iria inverter a pirâmide do futebol, colocando os interesses dos torcedores em primeiro lugar.   O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo Del Nero, que na quinta-feira (28 de maio) deixou de surpresa o congresso da Fifa, chegou ao Rio de Janeiro nesta sexta (29 de maio). Ele deu uma entrevista na sede da CBF: “Face a esse momento difícil que passamos, eu resolvi partir da Suíça para o Rio de Janeiro, na sede da CBF, para poder de forma positiva, de forma correta, cumprir e dar as explicações necessárias, não só às autoridades, mas à imprensa do Brasil. Renúncia não existe”. CORRUPÇÃO -  A polícia da Suíça prendeu, na terça-feira (26 de maio), em Zurique, na sede da Fifa, sete dirigentes da entidade acusados de corrupção. Entre eles está José Maria Marin, ex-presidente da CBF e membro do comitê executivo da Fifa. (continue lendo - para isso, click no link abaixo)
Todos os detidos são membros da Conmebol ou da Concacaf, as Confederações das Américas. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, não está entre os investigados. Quatorze pessoas - nove dirigentes da Fifa e cinco executivos de marketing esportivo - são acusados de crimes como extorsão e lavagem de dinheiro. As três principais linhas de investigação são o pagamento de propina dos organizadores das copas da Rússia-2018 e Catar-2020 a dirigentes da Fifa para garantir que os países fossem escolhidos como sedes; o superfaturamento do contrato da CBF com uma empresa de fornecimento de material esportivo; e também a compra de direitos de transmissão por agências de marketing esportivo dos seguintes campeonatos: Copa América Centenária, edições da Copa América, Libertadores da América e Copa do Brasil.  A investigação acusa empresas de marketing esportivo de pagamento de propina a confederações donas originais desses direitos. Não pesam acusações ou suspeitas sobre as empresas de mídia de todo o mundo que compraram desses intermediários os direitos de transmissão das partidas e campeonatos.   A investigação americana é conduzida há três anos pelo FBI e abrange casos de corrupção na Fifa durante os últimos 20 anos. O esquema de corrupção teria movimentado mais de US$ 150 milhões. Todos os presos serão extraditados para os Estados Unidos. O departamento de Justiça americano afirma que seis acusados já se declararam culpados, entre eles José Hawilla, que já está condenado no processo e é dono da empresa de marketing esportivo Traffic, que negocia direitos de competições com a Conmebol, Concacaf e a CBF. Hawilla é também acionista da TV Tem, uma das afiliadas da TV Globo.  Os acusados vão responder por extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, entre outros crimes. Eles são acusados de enriquecerem de forma ilícita às custas da corrupção no futebol internacional.  Os sete indiciados presos na Suíça são: Jeffrey Webb, das Ilhas Caiman, vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf; Eduardo Li, presidente da Federação da Costa Rica, membro do comitê executivo da Fifa; Julio Rocha, presidente da Federação da Nicarágua e dirigente da Fifa; Costas Takkas, das Ilhas Caiman, adido da Concacaf; Eugenio Figeuredo, do Uruguai, vice-presidente da Fifa; Rafael Esquivel, presidente da Federação da Venezuela, membro do comitê executivo da Confederação Sul-Americana de Futebol; e o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente e atual vice-presidente da CBF.  A investigação começou nos Estados Unidos, que não tem tradição no futebol, por vários motivos: o país é ligado à Concacaf, alguns dos crimes foram planejados nos Estados Unidos e pagamentos de propina foram realizados através de bancos americanos.   A procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, afirmou que a corrupção é sistêmica e enraizada no mundo do futebol e que faz muitas vítimas: dos países em desenvolvimento que deveriam se beneficiar com o dinheiro gerado pelos direitos comerciais, aos fãs do futebol ao redor do mundo.

Um comentário:

LEIA ANTES DE COMENTAR!
- Os comentários são moderados.
- Só comente se for relacionado ao conteúdo do artigo acima.
- Comentários anônimos serão excluidos.
- Não coloque links de outros artigos ou sites.
- Os comentários não são de responsabilidade do autor da página.

Para sugestões, use o formulário de contato.
Obrigado pela compreensão.

ROLAGEM INFINITA