29/12/2014

JANDAIA DO SUL – “Denúncia no Hospital Regional”

Familiares de um jovem que sofre de retardo mental diz que eles sofreu agressões dentro do Hospital Regional
Imagem do paciente cedidas pela família
Uma família de Nova Aurora-PR, com alguns membros residindo também em Cruzmaltina e Borrazópolis, está informando que houve um suposto caso de espancamento praticado dentro do Hospital Regional, da cidade de Jandaia do Sul. A vítima de nome Luis Paulo dos Santos Pazza, de 20 anos, trata-se de um paciente que tem retardo mental desde criança, e por isso faz tratamentos neurológicos. Segundo dados que foram repassados também pela família, aos 09 anos, o rapaz começou a frequentar a Apae. Devido ao uso de medicamentos controlados sempre foi uma pessoa calma, porém no começo mês de novembro, de 2014, começou a apresentar alguns episódios de agitação psicomotora, e entre os sintomas tinha: perda do sono, fala confusa e agressividade, sendo necessário a internação no Hospital Regional de Jandaia do Sul para que melhorasse o quadro, porém ao invés de melhorar, o paciente teve piora ficando desnutrido, com lesões em algumas partes do corpo, entre elas: nos pés, mãos, braços e nas proeminências dos ossos. “No decorrer das visitas era nítida a visão que os pais tinham do estado do filho, pois o mesmo já não conversava e nem mesmo andava sozinho, e durante as refeições era necessário alimentá-lo diretamente na boca. A internação durou apenas 21 dias, terminando após o paciente ser agredido fisicamente”, diz um dos familiares ouvido pela nossa reportagem. Os pais são Roque Pazza, o popular "Dedé da Uva", e Maria Helena dos Santos Pazza. Eles alegam que Luis foi agredido na madrugada de quarta-feira 17 de dezembro, de 2014, e naquele dia foi encontrado caído no chão, gemendo com hematomas e lesões de espancamento em região da face e pescoço. O próprio Regional, encaminhou o paciente para o Hospital Municipal de Jandaia do Sul, e depois transferido para o Hospital da Providência em Apucarana. Manteve-se internado durante três dias e ao receber alta, o Hospital Regional disse que não seria possível ter um funcionário exclusivo para o paciente, pois era necessário cuidados em tempo integral, por isso propôs que alguém da família ficasse juntamente com ele 24 horas no Hospital Regional. Como não era possível, os familiares decidiram levar o paciente para receber cuidados em casa, pois o quadro de saúde estava pior. No momento a família cuida da nutrição, lesões e segue tratamento medicamentoso receitado no Hospital Regional, mas está a procura de um profissional especialista neuropsiquiátrico, pois o paciente permanece com o mesmo quadro psiquiátrico relatado no começo do mês de novembro. DIREITO DE RESPOSTA - Nossa reportagem conseguiu contato com a Direção do Hospital Regional, e segundo o Diretor, são mais de 280 pacientes atendidos por dia, destes, não é impossível acontecer algum problema, mas jamais negligência por parte do Hospital e dos funcionários que são dedicados. Outro detalhe, a direção informou que o atendimento é prestado gratuitamente as famílias, e as vezes na primeira oportunidade que alguém tem, já pensa logo em mover uma ação na justiça contra a instituição. "Estamos aqui para atender a todos com carinho e dedicação, e jamais para cometer injustiça ou prejudicar, até porque não cobramos nada. Estamos com as portas abertas para que a imprensa e todos possam visitar o Hospital Regional e verificar o trabalho digno que realizamos", diz a direção. Segundo a Própria família do paciente, a instituição alega que as agressões partiram de outro interno. No Hospital Regional há um sistema de vigilância 24 horas, mas ele não teria flagrado a agressão. De qualquer forma, nossa reportagem está a disposição da família e do Hospital, para maiores esclarecimentos.

Um comentário:

  1. Fiquei indignada com a justificativa por parte do hospital que segundo a reportagem diz o seguinte: "Estamos aqui para atender a todos com carinho e dedicação, e jamais para cometer injustiça ou prejudicar, até porque não cobramos nada”. Se houvesse tanta dedicação o garoto não teria sido agredido. Quanto a dizer que não se cobra nada, isso é vergonhoso porque pagamos impostos e temos o direito a saúde garantido por lei. Prestar serviço com qualidade é uma obrigação e não uma caridade.
    Segundo o Artigo 196 da Constituição Federal “A saúde é direito de todos e dever do Estado”. Quanto ao que foi dito que “na primeira oportunidade que alguém tem, já pensa logo em mover uma ação na justiça contra a instituição”, acredito que é isso mesmo que deve ser feito. Denunciar as injustiças sim, pois isso é um direito e uma obrigação porque se trata de uma vida. O mais grave é que o garoto é portador de deficiência e não sabia se defender.
    Gostaria que a direção do hospital explicasse o seguinte:
    Qual foi o critério de avaliação utilizado pelo hospital para internação do garoto considerando os diversos tipos de pacientes?
    Que providência o hospital tomou ao saber que se tratava da internação de uma pessoa com deficiência?
    Por que o hospital não flagrou a agressão se, segundo as informações, existe um sistema de vigilância 24 horas?
    Onde estavam as pessoas responsáveis para cuidar do garoto?

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