quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

FAXINAL - De Paulinho Portela, projeto institui carteira de identificação do autista

     Vereadores aprovaram, no dia 2 de dezembro, o Projeto de Lei (PL) nº 052/2019, que institui a carteira de identificação do autista no âmbito do município de Faxinal. A propositura é de autoria do presidente da Câmara, Paulo Vitor Portela (SD), e passou por segunda e última votação. A convite do autor, a responsável pelo programa de saúde mental no Município, a enfermeira Elaine da Silva Souza, esteve presente na reunião para conceder explicações sobre o assunto. Na ocasião, ela ainda enfatizou as vantagens que a carteira de identificação do autista irá proporcionar aos portadores. O presidente Paulo Portela menciona que, ao usar a carteira, o portador terá acesso e atendimento prioritário a todos os estabelecimentos públicos e privados, empresariais, comerciais, industriais, fabris, de serviço e similares, entre outros instalados em Faxinal. No uso da tribuna do Legislativo, a enfermeira Elaine disse que a carteirinha do autista será muito útil e ainda irá colaborar para que o autista tenha os seus direitos garantidos. “Pessoas com autismo possuem os mesmos direitos que os portadores de outras deficiências têm. A carteirinha será importante, pois não será preciso ficar apresentando um laudo médico para obter os benefícios”, mencionou. Elaine é enfermeira e responsável pelo programa de saúde mental do Município de Faxinal. Além disso, é mãe de uma criança diagnosticada com autismo. Durante a sessão, ela comentou sobre a maneira como o transtorno pode ser identificado e como é importante iniciar, o quanto antes, um acompanhamento multidisciplinar, envolvendo psiquiatra, neurologista, psicólogo, pedagogo, fonoaudiólogo, entre outros profissionais. A enfermeira explicou que o autismo afeta, sobretudo, a comunicação e a socialização da criança, fato que pode ser detectado nos primeiros meses de vida ou um pouco mais tarde, por volta dos dois anos de idade. Ela mencionou que “um bebê pode apresentar sinais de autismo quando, por exemplo, ele não fica acompanhando a mamãe com os olhos, o que é comum nesta fase. Ou quando, perto dos dois anos, começa a retroceder em algumas atividades que ele já havia desenvolvido”, descreveu. No entanto, a profissional garantiu que, quando diagnosticado cedo, maiores são as possibilidades de tratamento e que o Município tem prestado todo o suporte necessário. “Temos, em Faxinal, atendimentos gratuitos e especializados. Agora, com a instituição da carteira do autista, vai ficar ainda melhor”, comemorou. (Por Suelen Camargo Gonschorovski - Jornalista) 

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