24/06/2021

BRASÍLIA - Do Meio Ambiente sai Salles e entra Joaquim Álvaro

    Em uma edição extraordinária, o Diário Oficial da União anunciou, na tarde desta quarta-feira (23 de junho, de 2021), a queda do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Opositores o acusam de uma gestão com atos e declarações de enfrentamento a ambientalistas. Ele deixa o cargo na condição de investigado, sob suspeita de envolvimento na exportação ilegal de madeira. Logo após a partida, Ricardo falou no Palácio do Planalto sobre sua gestão. “Experimentamos, ao longo desses dois anos e meio, muitas contestações sobre as medidas que foram tomadas, ou medidas que foram planejadas, uma tentativa de dar a essas medidas um caráter de desrespeito à legislação ou desrespeito a Constituição, o que não é absolutamente verdade. Nós sabemos que diversas dessas medidas são importantes, são necessárias”, disse Salles. Oficialmente, a demissão foi “a pedido”. Mas a situação dele à frente do Ministério do Meio Ambiente se tornou muito frágil após as investigações que passou a enfrentar no Supremo Tribunal Federal, mais recentemente, além de ataques a sua política ambiental. Bolsonaro, rebate as acusações e e na cerimônia de lançamento do Plano Safra, Salles recebeu elogios do presidente, que também falou sobre a herança de cargos como o que Salles ocupava. “O casamento da Agricultura com o Meio Ambiente foi um casamento quase que perfeito. Parabéns a Ricardo Salles. Não é fácil ocupar o seu ministério. Por vezes, a herança fica apenas uma penca de processos”, elogiou Bolsonaro. No cargo desde o início do governo Bolsonaro, Ricardo Salles era um dos ministros mais alinhados ao presidente. Com a exoneração do advogado Ricardo Salles do cargo de ministro do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite assume o posto de chefe da pasta. O servidor, que atua no ministério desde julho de 2019, estava na Secretaria da Amazônia e Serviços Ambientais e na Secretaria de Florestas e Desenvolvimento Sustentável desde abril de 2020. Antes, foi Diretor do Departamento Florestal da pasta. Para se tornar servido do ministério, Joaquim Álvaro Pereira Leite deixou o cargo de conselheiro na Sociedade Rural Brasileira (SRB), onde estava desde janeiro de 1996. Formado em Administração de Empresas pela Universidade de Marília (UNIMAR – SP) e com mestrado no Instituto de Ensino e Pesquisa (INSPER – SP), Leite passou por diversas empresas antes de entrar para o Ministério do Meio Ambiente. Foi diretor operacional e coordenador de auditoria da MRPL Consultoria, diretor geral da empresa do ramo farmoquímico Neobrax, consultor administrativo do Suplicy Cafés Especiais, diretor da Lot Incorporações e proprietário administrador da Fazenda Alvorada, onde produzia café. (Fontes - Casa Civil, JN e CNN Brasil)

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