29/08/2025

Mais detalhes das operações da PF revelaram esquema de lavagem de dinheiro

   Uma investigação de mais de um ano, conduzida por diversas instituições do país, revelou um complexo esquema criminoso bilionário envolvendo organizações criminosas, instituições financeiras, fundos de investimento e o setor de combustíveis. Os resultados foram apresentados em coletiva nesta quinta-feira (28 de agosto). Participaram da apuração o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério da Fazenda, a Polícia Federal e a Receita Federal. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, destacou que o crime organizado vem sofisticando suas práticas, migrando cada vez mais para estruturas que aparentam legalidade. Foram deflagradas três operações: a Carbono Oculto, a Tanque e a Quasar. A Operação Carbono Oculto mirou a atuação de mais de mil postos de gasolina, quatro refinarias e mil caminhões em dez estados, investigados por lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e adulteração de combustíveis. Já a Operação Tanque teve como foco crimes semelhantes no Paraná. De acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, as investigações identificaram o uso de empresas de fachada, depósitos fracionados, contas “bolsão” em fintechs e fraudes no comércio de combustíveis. Essas contas, usadas como espécie de banco paralelo, dificultavam o rastreamento do dinheiro. A Operação Quasar concentrou-se na participação de 40 fundos de investimento, com patrimônio de R$ 30 bilhões, utilizados para blindagem patrimonial e lavagem de dinheiro. Segundo a subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andréa Chaves, esses fundos eram fechados, criados com apenas um cotista, e tinham ativos reais, como terminais portuários e usinas de álcool. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a participação da Receita foi decisiva para atingir o patrimônio do crime. “Não adianta prender apenas o executor; é preciso cortar o fluxo financeiro que alimenta o sistema”, disse. As operações resultaram no cumprimento de mais de 400 mandados judiciais, incluindo 14 de prisão preventiva, dos quais seis foram cumpridos até a manhã desta quinta-feira. As autoridades estimam que o esquema criminoso tenha movimentado, de forma ilícita, cerca de R$ 140 bilhões.

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