quarta-feira, 19 de julho de 2017

POLÊMICA - Jardim Alegre autoriza estudos para construção de PCH

Durante audiência pública realizada em Jardim Alegre, comunidade autorizou estudos para a construção da primeira  PCH - Pequena Central Hidrelétrica no Rio Ivaí 

       Faltou espaço no Salão Paroquial, de Jardim Alegre, para abrigar as centenas de pessoas que, na noite de 18 de julho, de 2017, que foram participar da audiência pública, que segundo investidores, da anuência para realização de estudos e em seguida, a construção de uma barragem no Rio Ivaí, na região da Corredeira da Jararaca, divisa entre Jardim Alegre e Grandes Rios. A audiência começou com uma fala da promotora de justiça de Campo Mourão, a Dra Rosana Araújo de Sá Ribeiro, responsável pela Bacia Hidrográfica do Rio Ivaí, que fez questão de participar e exibiu um vídeo revelando as belezas do Rio e alguns problemas existentes,  a necessidade de preservação do meio ambiente e a postura do Ministério Público que vê com preocupação estes empreendimentos. Também participaram os pescadores do Porto Ubá, Colônia Z-17, sede em Lidianópolis, autoridades políticas, estudantes, algumas pessoas de Ivaiporã, deputado estadual Tercilio Turini, Maurílio Viana, do IAP de Ivaiporã e prefeitos José Roberto Furlan e Antônio Santiago (Jardim Alegre e Grandes Rios), além da comunidade local que era a maioria. A explanação mais extensa, foi feita por Vilson Costa, representando os investidores da PCH Coqueiro (Pequena Central Hidrelétrica). Ele fez um relato expondo toda situação energética do Brasil, e dizendo que apesar do Paraná ser autossuficiente, o País precisa de energia, e quando mais reserva e capacidade de produção existir, mais barato fica para o consumidor. Afirmou ainda que a barragem em debate, tem previsão de investimentos de 180 milhões, com potência de 28,1 megawats dia e área de reservatório de 259 hectares, sendo 182 do próprio leito do rio, e 77 hectares fora do leito, inundando propriedades rurais, inundação esta que pode ser reduzida para 50 hectares. Afirmou ainda que apenas duas famílias precisarão ser deslocadas, porque nas demais áreas não há residências. Um dos investidores, Neimar Brusamarello, disse que o negócio e rentável para os donos, mas que os municípios também vão lucrar com ICMS, geração de empregos e outros benefícios econômicos. Ao longo da audiência, várias pessoas pediram a palavra, a maioria para se posicionar contra o empreendimento, dizendo que ele provoca um impacto ambiental irreparável, que a geração de empregos é ilusória, pois grande parte da mão de obra vem de fora, além da falsa informação que os municípios vão lucrar, questões todas rebatidas pelos responsáveis pela PCH, que reforçaram em vários momentos, que a autorização é apenas para pesquisar a viabilidade, e que outros audiências  serão promovidas, ao longo do projeto. Ao final, os moradores, em sua ampla maioria, avalizaram a continuidade dos estudos. Em entrevista ao Blog do Berimbau e Rádio Nova Era, a Promotora Dra. Rosana, disse que o Ministério Público vai acompanhar e acredita que quando os fatos forem melhores esclarecidos, a comunidade poderá perceber que o empreendimento prejudica o meio ambiente e impacta na qualidade de vida das pessoas. O Prefeito Furlan, de Jardim Alegre, que antes da audiência, já havia concedido uma entrevista, dizendo que viu muito mais vantagens do que desvantagens, afirmou que respeita a decisão da comunidade e espera que a PCH possa trazer desenvolvimento, geração de emprego e renda, que são prioridades do seu governo. GRANDES RIOS - Em Grandes Rios, também foi realizada a mesma audiência, no dia 17 de julho, mas a comunidade pediu um prazo de 15 dias, para que possa decidir  se autoriza ou não a continuidade dos estudos.  (Texto- Ronaldo Alves Senes, o "Berimbau")    - mais fotos no link abaixo








Entrevista que o prefeito concedeu antes da audiência pública 


3 comentários:

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  2. embora a reportagem não apresente, PCH signifca: pequena central hidrelétrica

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  3. Só para o estudo de vviabilidade já vem grana para o investidor apresentar um projeto. Mas tem que ser muito bem avaliado es apopulacao participar sempre destas audiências e cobrarem atas e que estas sejam registradas para que la na frente alguma divergência seja cobrada.

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