25/08/2020

OPERAÇÃO - Prefeitos de Nova Tebas e São Jerônimo são alvos do GAECO


Ouça o  que diz o prefeito Clodoaldo 
Em Nova Tebas o esquema seria de fraude em licitações. Já em São Jerônimo da Serra, o prefeito e advogados são acusados de "rachadinha"
    O GAECO - Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, no Paraná e Policiais, amanheceram o dia 25 de agosto, de 2020, realizando uma operação em Nova Tebas, na região Central, e São Jerônimo da Serra, próximo a Londrina. Em Nova Tebas, a suspeita é de fraude e irregularidades em licitações. Entre os investigados estão empresários e o prefeito Clodoaldo Fernandes. Veja a nota do MP: "São três mandados de busca em Nova Tebas. As ordens foram executadas na prefeitura e nas residências do prefeito e do secretário municipal de Planejamento. A pedido do MPPR, a Justiça também proibiu quatro empresários, que são investigados por participação no esquema de frequentar a prefeitura, bem como de manterem contato entre si e com servidores do município. Além disso, foi determinada a proibição de empresas ligadas a eles de participarem de processos licitatórios. São investigados os crimes de fraude licitatória, desvio de recursos e falsificação de documento, relacionadas à entrega pelo prefeito de uma motoniveladora do município que precisava de conserto. O procedimento foi feito sem qualquer formalidade (havendo inclusive suspeita de que a máquina devolvida ao município não seria a mesma) e em nenhum momento houve preocupação com o controle do custo do serviço. Além disso, posteriormente, juntamente com outros servidores públicos, para legalizar o pagamento, o prefeito teria fraudado processo licitatório, recorrendo a três empresários de Londrina, cujas empresas já estavam envolvidas em outras fraudes licitatórias", informou o Gaeco, sobre Nova Tebas. As investigação decorre da Operação Operação Dejà Vú, deflagrada em outubro de 2019 para apurar crimes de fraude em licitações, corrupção e falsidade ideológica no Município de São Jerônimo da Serra. Inclusive, na casa do prefeito de Nova Tebas, foram apreendidas muitas notas de 50 e 100 reais. REPOSTA - O prefeito Clodoaldo rebateu as acusação. Em entrevista a Rádio Nova Era e pronunciamento nas redes sociais, confirmou a operação, mas disse que tudo ocorreu por conta de uma empresa contratada pelo município, para reformar uma patrola. Disse que realmente a empresa deu muito trabalho e até devolveu uma máquina errada, mas que o município entrou com medidas para que o serviço fosse prestado, conforme contrato de 16 mil e também para preservar o erário. Prova é que a máquina correta foi devolvida. Sobre o dinheiro, Clodoaldo afirmou que havia 32 mil reais, mas que era para pagar um financiamento e que não tinha nada a ver com corrupção. Veja mais detalhes no link de vídeo acima, onde há unma fala do prefeito.   SÃO JERÔNIMO - Em São Jerônimo da Serra, a denúncia é de um esquema de "rachadinha". A princípio, advogado contratado pela prefeitura, estaria devolvendo valores para o administrador, que foi afastado. Em nota, o Gaeco informou que, naquela cidade, eram oito mandados de busca e apreensão nas residências do prefeito afastado e do ex-presidente da Câmara Municipal de São Jerônimo (da atual gestão), bem como em casas e escritórios de ex-servidores e na residência de um advogado. Os mandados são cumpridos em São Jerônimo da Serra e em Sapopema no âmbito de operação que investiga crimes de associação criminosa, peculato e corrupção ativa e passiva. As investigações foram desencadeadas a partir da apreensão de um pen drive que estava em poder do prefeito afastado e no qual foram encontrados indícios de desvios, ocorridos mediante a inserção de verbas complementares nas folhas de pagamento de servidores, com autorização destes, para que, posteriormente, fossem devolvidos e repassados a vereadores em troca da obtenção de apoio político ao gestor público. Os mandados de busca e apreensão foram emitidos pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná e incluem a proibição de cinco investigados frequentarem a Câmara Municipal e ainda de manterem contato entre si. RESPOSTA - Em relação à operação realizada pelo Gaeco nas residências do prefeito de São Jerônimo da Serra, João Ricardo de Mello e do advogado Fábio Maximiniano de Souza, a defesa, conduzida por Maurício Carneiro, esclarece que nada de irregular foi encontrado nas buscas e ambos estão tranquilos em relação ao procedimento judicial. A defesa ainda não teve acesso ao processo, tanto o prefeito como o advogado, se colocaram à inteira disposição da Justiça para esclarecimentos necessários, a defesa aguarda ter acesso ao processo para dar maiores informações.

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