18/08/2020

POLÊMICA - O caso da criança abusada repercutiu em todo Brasil

Protesto de religiosos - Foto do Twitter 
     Neste dia 18 de agosto, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), anunciou a prisão do homem, de 33 anos, suspeito de estuprar e engravidar a sobrinha, de 10 anos, no interior do Estado. Ele foi preso durante a madrugada. SOBRE O CASO - A notícia que mais repercutiu, nas redes sociais, neste mês de agosto, de 2020, foi o caso da menina que foi abusada pelo tio e ficou grávida. Na segunda-feira, dia 17 de agosto, mais um capítulo da novela terminou. A criança, de 10 anos, que foi estuprada em São Mateus, no Espírito Santo, passou por um procedimento e interrompeu a gravidez em um hospital de referência em Pernambuco. Pessoas contrárias e a favor do aborto, usaram as redes sociais para registrar suas opiniões em todo Brasil. Ela estava na unidade desde domingo (16), quando iniciou o processo. Em nota, a Secretaria de Saúde de Pernambuco afirmou que o procedimento foi feito com autorização judicial do Espírito Santo. A unidade que atendeu a menina é referência estadual nesse tipo de procedimento e de acolhimento às vítimas. O texto aponta ainda que "todos os parâmetros legais estão sendo rigidamente seguidos". A gravidez foi revelada no dia 7 de agosto, quando a menina foi ao hospital, na cidade de São Mateus, se queixando de dores abominais. A menina relatou que começou a ser estuprada pelo próprio tio desde que tinha 6 anos e que não o denunciou porque era ameaçada. Ele tem 33 anos e foi indiciado por estupro de vulnerável e ameaça, mas está foragido. A Promotoria da Infância e da Juventude de São Mateus decidiu investigar se grupos tentaram pressionar a avó da menina para que o aborto não fosse autorizado. O MP também vai analisar áudios de conversas de pessoas que estariam pressionando a família da criança a não interromper a gravidez. A matéria é da afiliada da Rede Globo, do Espirito Santo. PROTESTO - Manifestantes ligados a religiões protestaram no domingo (16), do lado de fora da unidade de saúde. O ato, organizado por um grupo contrário ao aborto, teve início após uma publicação da extremista de direita Sara Giromini nas redes sociais, divulgando o nome da criança e o hospital em que ela estava internada. A divulgação dessas informações contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente. Os integrantes do protesto tentaram impedir que o diretor do hospital entrasse na unidade de saúde. Houve tumulto, com um grupo tentando invadir o local. A Polícia Militar foi acionada e fez isolamento da unidade de saúde. Houve, também, um ato em apoio ao procedimento e defendendo o direito da criança com a presença de mulheres. No domingo (16), a Justiça do Espírito Santo determinou que o Google Brasil, o Facebook e Twitter retirassem do ar, em 24 horas, as informações pessoais da criança. A determinação ocorreu após um pedido da Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo. (Fonte)

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