03/12/2020

Apucarana acolhe decreto estadual e define toque de recolher

O Município de Apucarana baixará decreto seguindo as diretrizes do toque de recolher já implantado pelo governo do Estado. As estratégias de cumprimento da norma foram discutidas nesta quinta-feira (03/12) com as forças policiais. Todos os estabelecimentos comerciais deverão fechar às 23 horas e a única exceção é para serviços de delivery. “Por delivery, entende-se a entrega do produto na casa do consumidor”, reforçou o prefeito Junior da Femac, durante a reunião que contou com a presença do tenente-coronel Roberto Cardoso, comandante do 10o Batalhão de Polícia Militar (BPM), de Alessandro Carlete, comandante da Guarda Civil Municipal, de Jayme Leonel, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), e de Aida Assunção, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (Sivana). Todo o trabalho de fiscalização será coordenado pela Polícia Militar e contará com o apoio da Guarda Municipal e agentes de fiscalização do Município. “Estamos recepcionando o decreto estadual e vamos seguir à risca o toque de recolher das 23 às 5 horas, estabelecendo a proibição de circulação e aglomeração em espaços e vias públicas neste período”, reitera Junior da Femac, acrescentando que no setor comercial a única exceção será o serviço de delivery, entre os quais estão a entrega em domicílio de gêneros alimentícios e medicamentos. Junior da Femac afirma que, a exemplo do que está acontecendo em todo o Paraná, o índice de taxa de reprodução do vírus se encontra acima da média para a capacidade de leitos de UTI e de enfermaria. “O governo do Estado está nos dando um sinal muito forte e pedindo para que todos compreendam que não há um número de leitos infinito nos hospitais. Num gesto de amor pelos nossos pais e pelos nossos avós, vamos ficar em casa no período das 23 às 5 horas”, solicita, pedindo ainda que não haja as costumeiras confraternizações de final de ano, especialmente as que são realizadas nas empresas. O prefeito afirma que o aumento do número de casos representa um momento de grande pressão sobre o serviço de saúde. “Hoje, 90% dos leitos de UTI e 80% dos nossos leitos clínicos reservados para o Covid estão ocupados. É uma situação muito séria e o crescimento dos casos está sendo muito rápido, especialmente na faixa etária entre os 20 e 50 anos, onde estão concentrados mais de 70% dos casos. No entanto, quem mais está morrendo são as pessoas que têm entre 60 e 90 anos, faixa em que são registradas 72% das mortes”, pontua Junior da Femac. Por esse motivo, a principal preocupação das autoridades é fazer a conscientização do público jovem e coibir a aglomeração em festas. “A partir das 23 horas, só poderão estar circulando pelas ruas quem tem uma justificativa, como por exemplo estar trabalhando com o sistema de delivery ou estar voltando do trabalho, desde que consigam comprovar. Porém, vamos coibir a permanência na rua com o objetivo de entretenimento”, ressalta o tenente-coronel Cardoso. O presidente da Acia afirma que a entidade vai reforçar junto ao comércio os protocolos de enfrentamento ao coronavírus, como a disponibilização de álcool gel, a obrigatoriedade do uso de máscaras, a higienização dos espaços e a limitação da quantidade de pessoas dentro dos estabelecimentos. “Vamos também fazer a conscientização sobre o novo decreto, pois essa é mais uma medida necessária para evitar a expansão da pandemia”, afirma Jayme Leonel, afirmando que algumas decisões já foram tomadas. “Neste ano, por exemplo, não haverá a chegada do Papai Noel, nem trenzinho e a Casa do Papai Noel para evitar aglomeração”, completa o presidente da Acia.

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