11/12/2020

ARAPUÃ - Após perder a eleição oposição fala em cassar o prefeito reeleito

Para os advogados do prefeito, a eleição foi transparente e seguindo  o que reza a lei eleitoral, portanto, não há materialidade nos argumentos do acusadores 
Imagem extraída de
vídeo juntado no processo 
 No município de Arapuã, o pleito eleitoral terminou no dia 15 de novembro, de 2020, onde foram eleitos o prefeito, sua vice, além dos nove vereadores, mas o clima de disputa política ainda não terminou. Lá os concorrentes foram dois candidatos que, no passado, estiveram em um mesmo palanque: ex-prefeito Manoel Salvador, do PSDB, vice Alisson Dias, do PODE, que concorreram pela coligação: "Juntos por Arapuã", e Deodato Matias, do MDB, tendo como vice Carla Salvador, mesmo partido, ambos da coligação "Arapuã no rumo certo". Deodato foi prefeito oito anos e, quando saiu, apoiou Manoel Salvador, que foi também foi eleito, mas devido aos desencontros, passaram a ser adversários. Em 15 de novembro, o resultado do pleito foi o seguinte: Dedoato venceu com 57,95% dos votos (1.553), contra 42,05% (1.127) do conhecido "Mané Salvador". Resultado foi anunciado, mas a oposição discordou e entrou com um Ações de Investigação Judicial Eleitoral, entre elas  abuso de poder político e econômico, e citam Deodato, a vice Carla  e uma terceira pessoa de nome Paulo. O processo pede que apure-se o uso da estrutura administrativa, mais especificamente, o setor rodoviário, com seus motoristas e operadores de equipamentos rodoviários, com serviços executados no período pré-eleitoral e no período de campanha, gratuitamente. Outra acusação é a doação de resfriadores de leite e carretas de silagem para os agricultores. Os acusadores alegam que estas doações não poderiam ocorrer durante todo o ano eleitoral, já que não há um programa de governo que tenha se iniciado a sua execução orçamentária no ano anterior ao da eleição. Ao total, são apontados 13 fatos, já incluído o transporte de mudança de um eleitor. O processo foi recebido pelo juiz eleitoral e o Ministério Público Eleitoral,  solicitou  que fossem inclusos mais 3 fatos que estavam sendo investigados no âmbito da Promotoria Eleitoral.  Na  acusação de abuso de poder econômico, são apontadas falhas na doação financeira proveniente de recursos próprios do candidato a prefeito e a vice, ou seja, cerca de 25 mil de ambos, quando o máximo permitido, seria pouco mais de 12 mil reais. Também a suposta compra de votos de eleitores locais, tendo como argumento a captação de áudio e vídeo, que foram anexados na ação, onde o vereador "Carlinhos", aparece conversando com uma pessoa. A aposição alega que ele oferece dinheiro para um eleitor em benefício do prefeito.  RESPOSTA - Todos os citados negam as acusações e asseguram que, ao final do processo, todas estes fatos serão esclarecidos.  O advogado Paulo Belo, rechaçou e disse que não há, nas denuncias, materialidade para tirar de Deodato Matias, um histórico quarto mandato, que ele conseguiu nas urnas e graças a sua credibilidade junto aos cidadãos. Sobre o vídeo, a defesa sustenta que trata-se de uma material de péssima qualidade que parece se tratar de uma montagem, inclusive, contestam a autoria das falas que nela aparecem, apontando que Carlinhos Vereadores é um homem simples e do povo, que está sendo injustiçado com estas informações inverídicas.  Sobre prestação de serviços a agricultores, a defesa informou que, no momento oportuno, com documentos, leis e outras provas, ficará comprovado que:  apoio ao homem do campo e outros setores, em Arapuã,  é política de governo e não compra de votos. 

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