01/12/2020

MAUÁ DA SERRA - Eleição do Sindicado dos Ensacadores termina em polêmica

Depois do pleito encerrado o atual presidente, que está no cargo há 20 anos, se recusa a passar o mandato para o novo eleito, alegando que houve compra de votos. O acusado nega 
         Em Mauá da Serra, uma polêmica toma conta do Sindicado dos Ensacadores. Segundo informações, foi realização a eleição para escolha do novo presidente da entidade e duas chapas foram formadas. Uma liderada pelo Genésio Gonçalves Ferreira, o conhecido "Necão" e a segunda, tinha como candidato a reeleição, o senhor Sebastião Alves Ferreira, o popular "Tião", que comanda o sindicado há cerca de 20 anos, sem nunca ter deixado a presidência. Por telefone, "Necão" falou com o repórter Ronaldo Senes, o "Berimbau", para denunciar, o que ele acredita em uma manobra para anular a eleição somente porque a diretoria atual foi derrotadas. "Quando eu venci a eleição, ele me deu os parabéns e afirmou que tinha alguns valores para receber do sindicado, falou também uma parente dele que trabalha lá. Ainda deixou claro que, no dia 01 janeiro, de 2021, iria transferir a mim, o mandato. A eleição foi em 28 de setembro, de 2020, mas agora ele veio com uma história, que a eleição vai ser anulada porque eu comprei votos", afirmou o novo eleito.   "Foram eles quem fizeram o processo eleitoral e tinham certeza da vitória, mas foram surpreendidos pela derrota. Enviaram um papel para mim, tudo extrajudicial, me acusando de ter comprado votos de duas pessoas e que a eleição foi anulada por conta disso. É uma falta de respeito e vou a justiça", reclamou "Necão".  Ainda enviou informações dizendo que as duas pessoas, apontadas como as que venderam o voto, já entregaram documentos a ele e fizeram declarações desmentindo o fato, revelando assim que pode haver algo estranho na decisão do atual presidente. RESPOSTA -  Após as declarações de "Necão", nossa reportagem tentou falar com Sebastião Alves, mas o número de telefone que foi informado como sendo o dele, foi atendido por uma familiar, a qual revelou que a linha era do sindicado e não de Sebastião.  Também não nos foi repassado o número particular do presidente. Deixamos o nosso contato, mas também não tivemos retorno.  Após algumas tentativas, foi informado o número do advogado, o Dr. Alex. Ele saiu em defesa da atual diretoria e rebateu as acusações do eleito, dizendo que, após o processo eleitoral vencido, chegaram denúncias sobre a compra de votos, inclusive, com documentos comprovando tais atos e que estão na Vara do Trabalho, em Apucarana  "Houve falhas na evolução do processo eleitoral;  deixaram de fixar editais nas empresas tomadoras de serviço;  falhas  na permissão de votos, porque votaram pessoas que não são cadastradas; indícios de crime eleitoral, com compra de votos, fato que foi levado ao conhecimento da Polícia Civil com  declaração expressa e firma reconhecida juntada em Apucarana,  e além de outras irregularidades.  O presidente anulou a eleição, seguindo  uma decisão do magistrado federal, e esta anulação foi publicada em jornal de circulação, como manda a lei.  Um novo pleito será marcada", disse Dr. Alex.  Ao ser indagado sobre as falhas, que são da própria atual diretoria, as quais foram reveladas apenas após a derrota, ele afirmou que a atitude é mais que correta, do atual presidente, por corrigir, muitas vezes, o próprio erro. Segundo ele, tão logo, as próxima eleição seja marcada, ela será amplamente divulgada e chapa opositora poderá, novamente, fazer o seu registro.  Sobre o fato de transportar a urna até as empresas para que os membros votasse, afirmou que a votação itinerante estava prevista. 

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