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11/05/2022

RESERVA - Filho de um dos últimos safristas é absolvido do crime de homicídio

O homem  julgado não tem CPF, vive numa casa sem luz e seu pai é considerado um dos últimos "safristas"do Paraná. Assista o vídeo e conheça um pouco sobre ele   
Como noticiamos, aconteceu neste dia 11 de maio de 2022, um julgamento, podemos dizer, histórico em Reserva, cidade localizada no centro do Paraná.  Foi presidido pela juíza, Dra. Eloisa Alessi, que foi promovida e, portanto este era seu último julgamento na Comarca. Na  acusação, os trabalhos foram do competente Promotor, Dr. Samuel Spengler, e atuaram na defesa, os advogados José Edineudes Batista; a filha, Dra. Katyucya Kauana Batista, de Rosário do Ivaí,  além do Dr. Guilherme Martins de Oliveira. Ao final, o réu,  José Roberto Lopes, que matou o próprio cunhado, Esmael Camargo, com tiros na cabeça e no tórax em 2006, foi absolvido. O júri estava marcado para o dia 23 de junho de 2021, mas foi desmarcado por conta da pandemia da covid-19  e reagendado para acontecer neste dia 11 de maio. A tese que prevaleceu, foi a de legítima defesa.  QUEM É O ACUSADO - Segundo informações do Dr. Edineudes,  seu cliente, José Roberto, é filho de um dos últimos safristas existentes no Paraná. "Ele mora num barraco, com a família, numa propriedade junto com o pai, sem energia; cria  porcos  soltos no mato, não tem CPF, não recebeu auxílio emergencial  e não conhece lugares, além da propriedade onde reside.   Até mesmo a cidade de Reserva, ele só conhece porque foi obrigado a responder o processo de homicídio", disse o advogado. SOBRE O CRIME  -   A vítima  do crime,  morava com a irmã de José, mais era acusado de agredir a mulher, violentamente, inclusive, quando ela estava grávida. Por isso,  deixou o marido e voltou a morar com o pai  com o irmão José Roberto, mas, Esmael foi até a casa, supostamente com uma faca, e disse que levaria a esposa de volta, viva ou morta, motivo pelo qual houve o atrito e Jose Roberto atirou no cunhado o matando dentro do barraco onde vive até hoje. A família da pessoa assassinada, contesta as informações e pedia a condenação de José Roberto, dizendo que foi um crime covarde e sem dar direito a legítima defesa.   VÍDEO - No link de vídeo, ouça o  depoimento, em vídeo, do acusado e de seu pai. Eles mostram o lugar onde vivem e dizem que são inocentes, porque agiram em legítima defesa. 





















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