terça-feira, 9 de julho de 2019

GREVE - Governo sinaliza com 2% em 2020 para grevistas no Paraná

                O Governo do Estado pediu a retirada do regime de urgência na tramitação do projeto de lei 522/19 que trata da data-base do funcionalismo. A proposta estava tramitando na Assembleia Legislativa desde quarta-feira passada. O Executivo propôs um reajuste de 5,09% para servidores ativos e inativos, divididos em quatro parcelas. O líder do governo na Assembleia, deputado Hussein Barki, diz que a iniciativa sinaliza a disposição da gestão estadual para o diálogo com os servidores. Ele reforça que há pleno interesse do Estado em manter as negociações abertas até que se encontre um denominador comum. A proposta, em tramitação, estabelece que 0,5% será pago a partir de outubro deste ano e mais 1,5% a partir de janeiro do ano que vem. Outro 1,5% será aplicado em janeiro de 2021, no caso de a Receita Corrente Líquida (RCL) do ano anterior ter crescido pelo menos 6,5%. O restante (mais 1,5%) incidirá em janeiro de 2022, desde que a receita apresente crescimento mínimo de 7% nos doze meses anteriores. NOVA PROPOSTA - Nesta segunda-feira o governo e servidores avaliaram vários cenários. O Estado indicou a possibilidade de pagar 2% de reposição em janeiro de 2020. Os sindicatos que representam os servidores querem o índice aplicado em outubro, o que representa uma despesa extra de cerca de R$ 500 milhões com a folha em 2019. Como a antecipação da reposição teria impacto direto no pagamento do 13º salário deste ano, governo e servidores vão reanalisar os dados financeiros do Estado ao longo desta semana. Com a retirada da urgência do projeto, a proposta da data-base do Executivo deverá ser votada na Assembleia Legislativa somente na volta do recesso parlamentar, em agosto. APP-SINDICATO: No dia 08 de julho, a omissão de negociação do Fórum das Entidades Sindicais (FES) participou de uma reunião com representantes do governo estadual para cobrar uma nova proposta de reposição da data-base. A reunião foi realizada no Palácio Iguaçu. Durante a reunião, foi cobrado também a retirada do Projeto de Lei Complementar 04/2019 (PLC04) que congela direitos dos(as) servidores(as) e a retirada da PL 522, que autoriza a reposição salarial de 0,5% a partir de outubro. Segundo a coordenadora do FES, Marlei Fernandes, a comissão aceitou as demandas e marcou uma nova reunião com oS representantes dos sindicatos, para definir uma proposta. “Não chegamos ainda em um meio termo. OS servidores continuam reivindicando os 4,94% e o governo diz que tem uma proposta alternativa “, destaca Fernandes.

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