terça-feira, 9 de julho de 2019

GREVE - Ocupação da Assembleia e mais professores param atividades


Foto do manifesto do dia 09 de julho, de Curitiba 
   Uma fala do deputado missionário Ricardo Arruda, do PSL, ao defender a proposta do Governo do Estado, irritou professores e servidores que estavam em greve na Capital do Estado. Centenas de servidores ocuparam, na tarde desta terça-feira (9 de julho), as galerias do plenário da Assembleia Legislativa, no Centro Cívico, em Curitiba. Após um ato que reuniu, segundo a Polícia, 10 mil, e segundo a APP-Sindicato, 30 mil, os manifestantes passaram a gritar fora Feder, numa referência ao secretário Renato Feder, da Educação. O presidente da ALP, Ademar Traino, precisou acelerar a reunião, para evitar mais polêmicas. Alguns sites da capital, informaram que os servidores forçaram as portas do plenário. ADESÃO A GREVE - Mais escolas que fazem parte dos NREs - Núcleos Regionais de Educação, de Apucarana, Ivaiporã e de outras regiões do Paraná, confirmaram, antecipadamente, ao Blog do Berimbau, que a greve ganha força, a partir deste dia 10 de julho, de 2019 e várias instituição não terão funcionamento. O ato significa um apoio a categoria que  está protestando em Curitiba. Portanto, o período de férias escolares, previsto para o dia 15 de julho, começa com movimento de greve mais forte. Em nota, a APP-Sindicato, ressaltou o manifesto que foi realizado em Curitiba. "O anúncio do governador inflou a greve que teve adesão de mais categorias e trabalhadores(as) fortalecendo o movimento. Nesta terça-feira (9 de julho), os sindicatos e associações organizaram um ato que contou com cerca de 30 mil pessoas, entre servidores(as), familiares e estudantes. O funcionalismo público cobra uma nova proposta de, pelo menos, a reposição da inflação dos últimos 12 meses que é de 4,94% e negociação sobre os atrasados", diz a APP. A categoria diz que o governo deve 17% de reposição ao funcionalismo público. O valor é decorrente do congelamento de salários desde 2016. GOVERNO - Após uma primeira proposta apresentada por Ratinho Junior, uma nova rodada de negociações foi realizada. Na segunda-feira, dia 08 de julho,  o governo e servidores, avaliaram vários cenários. O Estado indicou a possibilidade de pagar 2% de reposição em janeiro de 2020. Os sindicatos que representam os servidores querem o índice aplicado em outubro, o que representa uma despesa extra de cerca de R$ 500 milhões com a folha em 2019. Como a antecipação da reposição teria impacto direto no pagamento do 13º salário deste ano, governo e servidores vão reanalisar os dados financeiros do Estado ao longo desta semana. Com a retirada da urgência do projeto, a proposta da data-base do Executivo deverá ser votada na Assembleia Legislativa somente na volta do recesso parlamentar, em agosto.

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