10/08/2021

GODOY MOREIRA - Marcílio recebe condenação de pena mínima por homicídio

Acusado de homicídio contra a jovem Valquíria Rosa, ele foi condenado com a menor pena para este tipo de crime 
Já era noite, de 09 de agosto, de 2021, quando terminou, na Comarca de São João do Ivaí, o julgamento do José Marcílio de Oliveira Neto. Ao final, ele foi condenado a pena mínima para este crime, ou seja, de 12 a 30 anos, ele pegou  12 anos reclusão, regime fechado. O advogado de defesa, Dr. Alikan Zanotti, sustentou a tese de negativa para o crime de homicídio. Como o cliente é réu primário, após três anos e meio, caso se entregue, deverá cumprir pena em regime aberto. Como noticiamos, o réu encontra-se foragido. Clique aqui, para assistir a segunda parte do julgamento e a sentença.  Clique aqui, para assistir a primeira parte do julgamento.  O assassinato foi praticado no início de novembro, de 2017. O Júri começou após às 09 horas da manhã, presidido pela juíza, a excelentíssima Dra. Andréia de Oliveira Lima Zinath, e na acusação atuou o promotor Dr. Carlos Eduardo.  Entre os advogados de defesa, atuou o Dr. Alikan Zanotti.  O condenado é  éx-servidor público da prefeitura de Godoy Moreira, o  qual sempre negou a prática do crime e afirmava, por meio da defesa, que iria  provar a sua inocência.  Consta nos autos, que uma  jovem mulher, de nome Valquíria da Rosa Silva, de 27 anos, foi encontrada morta, a cerca de 300 metros, da Rodovia PR 650, que dá acesso a São João do Ivaí. Segundo informações, a vítima trabalhava em um abatedouro de aves da Aurora, na região de Mandaguari, e chegou de volta a cidade, às 03:10 da madrugada, do dia 1º de novembro. Amigos de trabalho disseram que ela desceu do coletivo e seguiu em direção a casa, como fazia todos os dias, mas não chegou a residência. Na manhã seguinte, a moça foi encontrada morta com um tiro na cabeça. "O fato dela não chegar em casa e ninguém ter ouvido gritos, nos fez acreditar que quem a levou foi uma pessoa conhecida de Valquíria. Ao ouvir as testemunhas, algo ficou evidente, ou seja, que ela tinha um suposto caso extraconjugal, que era um fato sabido por muitos. Esse homem foi intimado a prestar depoimento e apresentou diversas divergências, detalhe que, somado aos demais fatos apurados, o transformaram em suspeito", informou a Delegada Karen Friedrich Nascimento, que falou a reportagem da Rádio Nova Era e Blog do Berimbau, naquela época. Os indícios levaram o poder judiciário a decretar a prisão temporária de Marcílio. "Fomos até Godoy Moreira cumprir a prisão temporária decretada pela Justiça, mas logo constatamos que o acusado não estava na residência. Como não havia ninguém, um parente abriu a porta para que pudéssemos proceder buscas autorizadas pela justiça e com o objetivo de localizar objetos pessoais da vítima e a arma usada no crime. Foi apreendido um veículo, que será usado para confrontar com imagens gravadas por sistemas de segurança naquela noite", afirmou a Delegada, que realizou as diligências com apoio da equipe da Polícia Militar, comanda pelo Soldado Reginaldo (Bizão), Destacamento Local. O julgamento, em 09 de agosto, foi marcado por acalorados debates. A defesa defendeu que a investigação foi tímida e não aprofundou em fatos importantes, apontando uma suspeição para o marido de Valquíria, que integrante do movimento sem terra.  Clique aqui para rever matéria publicada há época dos fatos. 

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