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07/12/2021

Milhões de doses da CoronaVac estão sem destinação certa, em São Paulo

A CoronaVac foi a primeira vacina contra a Covid a ser aplicada no Brasil. A epidemiologista Carla Domingues, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, destaca que o imunizante foi fundamental na luta contra a Covid. “A vacina CoronaVac teve um papel fundamental no início da campanha. Nós vimos como diminuiu o número de casos graves e de óbitos no nosso país”, definiu a epidemiologista. Ao todo, o Instituto Butantan forneceu 100 milhões de doses de CoronaVac ao Ministério da Saúde. A matéria é do Jornal Nacional e diz que a  última remessa foi entregue em setembro. Um mês antes, o ministério já tinha anunciado que a CoronaVac não ia mais fazer parte do Programa Nacional de Imunizações, e o Instituto Butantan parou a produção do imunizante. Mas 15 milhões de doses que hoje estão sobrando já tinham sido fabricadas e vão vencer entre julho e agosto de 2022. O Ministério da Saúde informou que, em 2022, já conta com 134 milhões de doses de imunizantes que sobraram deste ano. E que ainda vai receber mais 100 milhões da Pfizer e 120 milhões da AstraZeneca. O ministério diz que as duas vacinas foram escolhidas por terem o registro definitivo na Anvisa. O gerente-geral de Medicamentos da agência, Gustavo Mendes, disse que o Butantan ainda não entregou o estudo de imunogenicidade. “O estudo de imunogenicidade é um estudo em que se acompanha, ao longo do tempo, o que a gente chama de titulação de anticorpos. E a gente precisa acompanhar o quanto esse tipo de anticorpos fica presente no organismo ao longo do tempo. Não existe nenhuma questão de segurança que possa colocar em risco quem tomou essa vacina”, afirmou. O Instituto Butantan não quis gravar entrevista. Informou que já enviou os dados que a Anvisa pediu e que fechou um acordo com a chinesa Sinovac para a realização das análises complementares e que segue em tratativas com outros estados e países para fornecimento da CoronaVac. “Eu acredito que os estados e municípios fazerem compra direta para o Butantan não tem sentido, porque o Ministério da Saúde comprou vacina em quantidade suficiente e está distribuindo de forma regular. Outro caminho seria a venda para o Covax Facility, que é aquele consórcio que foi criado pela Organização Mundial da Saúde, principalmente para os países de baixa renda. Então, seria uma grande oportunidade de a gente ver essas vacinas chegando na África, onde nós temos países que têm 5% da população vacinada”, destacou Carla.  (

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