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17/08/2022

Repercussões sobre a notícia do talco da Johnson & Johnson provocar câncer

ALERTA - Nossa reportagem recebeu uma sugestão de pauta, sobre os riscos a saúde, supostamente, provocados pelo talco produzido pela empresa Johnson & Johnson. "Seria importante orientar mais o leitor, que ainda usa ou usou o talco, a procurar um advogado. O produto tradicional para bebês será banido no mundo todo, depois de milhares de casos de câncer, relacionados ao seu uso. A empresa já sofre mais de 40 mil ações judiciais relacionadas ao caso. Demoraram décadas para descobrir que o produto era cancerígeno. Milhões de pessoas no mundo foram afetadas e jamais souberam qual era a causa do tumor", diz nota enviada pelo autor da sugestão, que é Bombeiro Militar. MAIS SOBRE - No dia 12 de agosto, a Agência Brasil, divulgou nota informando que a Johnson & Johnson vai suspender em 2023 a venda de talco para bebês em todo o mundo, após milhares de reclamações sobre a segurança do produto, suspenso há dois anos nos Estados Unidos (EUA) e no Canadá. Em nota, a farmacêutica norte-americana informou que tomou a decisão de substituir o talco por amido de milho no produto infantil, depois de ser alvo de cerca de 38 mil ações judiciais. As queixas vinculam a utilização do pó de talco, em longo prazo, ao desenvolvimento de câncer, embora a farmacêutica continue a negar que o produto seja a causa. No fim de 2018, surgiram informações de que a Johnson & Johnson (J&J) sabia, há décadas, que o seu pó de talco continha asbesto, um mineral com composição e características semelhantes às do amianto e com efeitos nocivos para a saúde. Desde então, a J&J enfrentou milhares de ações judiciais com a acusação de que teria contribuído para o desenvolvimento de câncer nos ovários em consumidoras do produto. A empresa nega e diz que, a cada ano, gasta milhões de dólares com esses casos. "A nossa posição sobre a segurança do pó cosmético permanece inalterada. Apoiamos fortemente as décadas de análise científica por médicos especialistas em todo o mundo, confirmando que o pó de talco para bebês, da Johnson, é seguro, não contém asbesto e não causa câncer", disse a farmacêutica. A empresa enfrenta outros problemas legais nos EUA e concordou, no início deste ano, em pagar milhões de dólares a vários estados, juntamente com outros grandes distribuidores de medicamentos, assumindo a responsabilidade na crise dos opiáceos. Nas últimas duas décadas, a morte de mais de 500 mil norte-americanos foi associada a overdoses de opiáceos, incluindo analgésicos prescritos e drogas ilícitas, como heroína e fentanil produzido ilegalmente.

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