sexta-feira, 25 de maio de 2018

ACORDO COM CAMINHONEIROS

Governo e caminhoneiros fecham acordo para trânsito de cargas especiais em todo território estadual. Uma adesivo especial foi criado para estes veículos com passe livre



    O Governo do Estado e lideranças do movimento dos caminhoneiros fecharam um acordo nesta quinta-feira (24 de maio, de 2018) para possibilitar o trânsito de cargas especiais nas estradas do Paraná. No live acima, uma postagem do Samu Noroeste com anúncio deste acordo. "Tem hospitais cancelando procedimentos urgentes, como cirurgias e exames; isso não é mais necessário; existe um acordo e os prefeitos não pode usar isto como desculpa. Também foi criado um adesivo da Defesa Civil, que estes veículos vão poder usar como passe livre", disse um manifestante de Jardim Alegre, ao Blog do Berimbau e Rádio Nova Era. A partir desta sexta (25 de maio), caminhões com a adesivo de identificação da Defesa Civil poderão circular pelas rodovias transportando insumos hospitalares, produtos químicos, ração animal, alimentos para hospitais e penitenciárias, combustível para os serviços de segurança e de urgência e emergência, além de cargas vivas.  O acordo seguiu a orientação da governadora Cida Borghetti, que solicitou ao chefe da Casa Militar, coronel Maurício Tortato, que criasse um grupo de trabalho e realizasse a negociação com os representantes do caminhoneiros. O encontro foi na sede da Defesa Civil, em Curitiba, e contou com a presença de integrantes do poder público, do setor produtivo e da sociedade civil organizada.  “Chegamos a um acordo que permitirá suprir áreas essenciais de produtos necessários para a manutenção dos serviços”, comentou a governadora Cida Borghetti ao saber do resultado da reunião. Ela também elogiou a postura dos líderes do movimento pela compreensão em relação à necessidade de trânsito de cargas prioritárias.  PEDÁGIO - Cida também determinou nesta quinta-feira que a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (AGEPAR) estude da viabilidade da não cobrança de pedágio do eixo suspenso dos caminhões enquanto durar a crise de desabastecimento de combustível e o impacto que a não cobrança iria produzir nas tarifas.  Leia mais no link abaixo 
PREVENTIVO - O coordenador executivo da Defesa Civil, major Antônio Hiller, afirmou que o acordo é uma medida preventiva, adotada para que não haja comprometimento do abastecimento de insumos essenciais para a segurança e a saúde da população paranaense.  “Os caminhões que farão o transporte dos itens serão identificados e os motoristas orientados a se identificar nos bloqueios. Eles também devem liberar a verificação dos produtos caso seja necessário. Queremos que tudo ocorra de maneira amigável, como foi o encontro com as lideranças”, disse o major.   VÍDEO - Os representantes do sindicato que coordena a paralisação de caminhoneiros nas estradas paranaenses gravaram um vídeo com orientações aos colegas que participam da mobilização orientando para que todos colaborem na liberação dos veículos com as cargas essenciais. O material está sendo divulgado nas redes sociais e pela rede Whatsapp do movimento. O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do Paraná, Plínio Dias, pediu a ajuda de todos os manifestantes para que seja cumprido o acordo e disse que vai unir esforços para que esses caminhões circulem pelas rodovias do Paraná.  “Queremos manter a ordem, sem violência, não queremos prejudicar ningué e as cargas prioritárias serão escoltadas conforme combinado durante a reunião”, afirmou. “Esse encontro foi muito importante porque nós lideranças das paralisações queremos ser atendidos, mas também devemos olhar para o outro lado da situação”, afirmou.  O representante da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, destacou que a reunião foi positiva, principalmente para garantir a circulação de produtos básicos. “Houve um consenso pela liberação dessas cargas escolhidas. É importante assegurar a passagem de cargas vivas e rações para a cadeia produtiva de animais para que não tenhamos maiores implicações, até mesmo ambientais e sanitárias ”, disse.    GRUPO DE TRABALHO – A negociação foi uma das primeiras atividades do grupo de trabalho instituído pela governadora Cida Borghetti para tratar de assuntos relacionados o funcionamento de serviços essenciais durante o movimento de paralisação dos caminhoneiros.  Segundo o coordenador executivo da Defesa Civil, major Antônio Hiller, as ações estão sendo integradas no Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres. “Estamos trabalhando para que as informações não fiquem dispersas. Por isso, integramos as prioridades e as estratégias e estamos compartilhando em tempo real com todos os interessados”, afirmou. O chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Maurício Tortato, destacou que o objetivo desse grupo é estabelecer estratégias e manter o diálogo para minimizar e diminuir os passivos sociais que possam decorrer desse movimento. “O poder público atuará de maneira pontual, sem descaracterizar a manifestação, com o apoio da Procuradoria-Geral do Estado, na busca de soluções. O Governo do Estado respeita o movimento, mas chama a atenção para pontos específicos considerados prioritários e essenciais para a vida em sociedade”, afirmou o coronel.

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