sexta-feira, 2 de março de 2018

BORRAZÓPOLIS - POLÊMICA

Reunião para debater a suspensão do transporte escolar em Borrazópolis, envolvendo prefeito, vereadores e pais de alunos, termina sem acordo
ASSISTA - No link de vídeo, ouça praticamente a reunião completa, que foi transmitida ao vivo pelo repórter "Berimbau"
       O Prefeito Adilson Luchetti, o "Didi", aceitou fazer uma reunião com a presença dos vereadores e pais de alunos da zona rural. O tema era a polêmica  decisão, do chefe do poder executivo, em suspender o transporte escolar da zona rural, no período da tarde, alegando contensão de gastos e falta de recursos.  No encontro, estavam principalmente as mães de crianças  que tem  casos especiais, como uma moradora que alegou que sua filha tem problemas de saúde e fica praticamente impossível acorda-la de madrugada e coloca-la em um ônibus para estudar no período da manhã. Além de filhos com problemas específicos, uma outra reclamação, foi o temor das mulheres que precisam andar,  de um a quatro quilômetros de distância, por vias rurais, de madrugada e no escuro, até chegar no "estradão", por onde o ônibus passa; elas tem   medo de serem assaltados, atacadas por marginais ou algo parecido. Foram vários relatos, pedidos e intervenções de vereadores, mas o prefeito se colocou irredutível alegando que a arredação caiu, que os governos do Estado e Federal, repassam um valor, quase irrisório, para ajudar no transporte, e que Borrazópolis tem uma situação particular, que é a dívida de precatórios, entorno de cinco milhões, cujo parcelamento deve custar, a partir deste ano,  de 2018,  mais de 120 mil reais mensais para o poder público municipal. "Eu estou tomando essa atitude agora, mesmo colocando minha popularidade em risco,  porque no futuro, a situação pode ficar ainda mais grave. Então, antes que bomba estoure nas próximas administrações, ou no final do meu mandato, estou fazendo o que deve ser feito. Hoje sou criticado, mas no futuro, sei que as pessoas vão entender porque adotei esta medida", disse o prefeito. VEREADORES - O vereador Arnildo, disse que entende as dificuldades do município, mas que é preciso encontrar uma solução. O vereador Rosimar Cerqueira, afirmou que é agricultor, e que a medida é um falta de incentivo para quem reside no campo.  O conhecido "Bazuca", reclamou da forma em que o prefeito tomou a decisão, afirmando que estará ao lado do povo e ao lado do prefeito, aprovando o que for de interesse da comunidade, mais que é preciso encontrar uma solução. Wellington Jhonis, também pediu mais reflexão do poder executivo e disse que recentemente, "Didi", pediu autorização para emprestar dois milhões, e que estes recursos poderiam, então, serem viabilizados para sanar essa dificuldade, que ao seu ver, deve ser a maior prioridade. O "Cesar do Posto", lembrou o mandato do Pe. Osvaldo e os quase vinte anos, que o prefeito está no poder  (Prefeito, vice, vereador e outros cargos), o questionando sobre o porque somente agora está medida prejudicial a educação estava sendo tomada. O "Di do PMDB", chegou a sugerir que a Câmara devolva um fundo criado para construção do Prédio para ser utilizado no transporte  e disse que tem trabalhado para buscar recursos e ajudar o município, ou seja, fazendo sua parte.  "João da Dita", acusou o prefeito de, com suas atitudes, estar  promovendo uma enxurrada de precatórios,  e utilizar justamente esta desculpa para cortar o transporte. Ao perceber que não haveria acordo, ele abandonou a reunião. Por fim, o vereador Marcelo, lamentou a decisão do prefeito e disse ter ficado triste, pelo fato do poder executivo ter adotado a medida e se quer comunicado a Câmara, eleita  justamente para representar o povo.  ENTREVISTA - Nossa reportagem tentou falar com as mães, após a reunião, mas elas alegaram constrangimento e temer de retaliação, por isso, decidiram não falar. 

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