quarta-feira, 25 de julho de 2018

AGRICULTURA - Paraná deve colher 35 mi de toneladas, redução de 14%

Foto - Agro Novas 
O clima seco que persiste sobre o Paraná já reduziu a safra de grãos em pelo menos 14% este ano
O clima seco que persiste sobre o Paraná já reduziu a safra de grãos em pelo menos 14% este ano, comparado com o mesmo período do ano passado. São quase seis milhões de toneladas a menos que estão deixando de ser colhidas, principalmente feijão, milho da segunda safra e trigo. A situação de falta de chuvas se agravou desde meados de junho, prejudicando as principais culturas que estão em campo. Só o milho da segunda safra aponta para uma quebra de 30%. A redução na oferta dos grãos já está impactando nos preços de comercialização. De acordo com o levantamento mensal do Deral, Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, a safra total de grãos, considerando a principal que é a de verão, mais a segunda safra e safra de inverno 2017/18, deve apresentar uma produção de 35 milhões e 800 mil toneladas, contra um volume de 41 milhões e 700 mil toneladas colhidas no período anterior, de 2016/17. Segundo o diretor do Deral, Marcelo Garrido, infelizmente não está sendo um bom ano para o agricultor. A colheita da soja, já encerrada, rendeu um volume de 19 milhões e 100 mil toneladas, 4% a menos que no ano passado, quando foram colhidas 19 milhões e 800 mil toneladas. O milho da segunda safra, ainda em campo, é o que apresenta mais problemas em decorrência do período de estiagem. O levantamento de plantio e colheita do Deral aponta que pelo menos 74% da safra não está em boas condições de desenvolvimento. Conforme dados do Departamento, está se consolidando uma redução de 30% do milho da segunda safra, em comparação com igual período do ano passado. Com isso, de acordo com Marcelo Garrido, a segunda safra de milho puxou para baixo a estimativa para a produção total no Estado. Já o comportamento das lavouras de trigo, ainda em campo, também indica queda na produção por causa do clima seco. Segundo o Deral, cerca de 40% das lavouras não estão em boas condições. De acordo com Marcelo Garrido, o trigo já apresenta perdas estimadas em 9% em relação ao volume inicialmente projetado para a cultura, que corresponde a uma redução de cerca de 300 mil toneladas sobre o potencial de produção. O feijão de segunda safra foi outro produto que sofreu com os rigores da estiagem. A cultura já está toda colhida e o levantamento aponta a redução de 30% na safra. Segundo o Deral, havia uma estimativa de colheita de 377 mil e 400 toneladas, mas foram colhidos 264 mil e 15 toneladas, correspondendo a cerca de 110 mil toneladas de feijão perdidas. (Amanda Laynes)

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