quarta-feira, 25 de julho de 2018

ARTIGO - "Saga das negras e negros do Brasil" - Ernesto Siqueira

           Se atrasarmos o relógio do tempo ao Século XVII e, viajarmos até o Continente Africano, vamos entender como era o processo usado pelos Países mais fortes para subjugarem os mais fracos. E, esses, eram aprisionados e amarrados, homens e mulheres que pudessem integrar a força de trabalho. Seus bens eram saqueados e seu povo levados aos navios, onde eram acorrentados e vendidos. Já no Brasil eram levados para a praça de leilão, onde os fazendeiros examinavam e compravam mais eles não iam para Casa Grande. Seu destino era a senzala. Postos sob correntes, com a vigia do Feitor e do Capitão do Mato. Reclamavam mais não eram ouvidos e, quaisquer reações eram reprimidas e iam para o tronco. À época da escravidão, mulheres e homens de coragem nunca aceitaram a submissão. Zumbi fugiu e formou o Quilombo dos Palmares, de onde conseguia libertar muitos irmãos. Por tudo isso, “dia 20 de novembro”, em sua homenagem é consagrado dia da Consciência Negra. E, negra não cor é Raça. Posto este preâmbulo. É oportuno falar que 25 de julho é o “DIA Internacional da Mulher Negra”. No Brasil é comemorado nos termos da Lei 12.987/14. E, a inspiração veio dos feitos heróicos, bravura e destemor de Tereza de Benguela. E também depois do primeiro encontro em 1992. De mulheres Afro latino americanas e caribenhas. Hoje, passados 130 anos da Lei Imperial “Áurea”, é inadmissível que mulheres tenham que usar a coragem, determinação e garra, para vencer. E vão vencer. A discriminação, machismo, preconceito e racismo. Mas, nesse contexto tenho uma boa notícia. Não só para as mulheres negras, mas também para todas e todos ativistas que estão no lugar certo. Na luta. Que estudos científicos dão conta que, no Brasil, o percentual de Raça Negra é maior. Salve o dia internacional da Mulher Negra. (Por Ernesto Siqueira, chefe da divisão de Cultura de Rosário do Ivaí - PR)

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