quarta-feira, 17 de abril de 2019

BRASÍLIA - Governo anuncia medidas em prol dos caminhoneiros

             O governo anunciou nesta terça-feira (16 de abril, de 2019) uma série de medidas em favor dos caminhoneiros. Depois de conversar com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a Petrobras é independente para determinar preços dos combustíveis. São elas: uma linha de crédito de R$ 500 milhões do BNDES para compra de pneus e manutenção de caminhões; R$ 30 mil para cada autônomo com até dois caminhões; construção de pontos de repouso nas estradas, a começar pelas que cobram pedágio. O cartão caminhoneiro, que deve entrar em vigor daqui a três meses, vai permitir a compra antecipada de até 500 litros de combustível para ser usado durante o trajeto, proteção contra aumentos de preços; nova fórmula de cálculo da tabela de frete, ainda em estudo. Foi por causa da pressão dos caminhoneiros que o presidente Jair Bolsonaro interveio e suspendeu o aumento de 5,74% no preço do diesel semana passada. Ao anunciar as medidas desta terça, o governo afirmou que não está refém da categoria. “Não se trata de ficar refém, absolutamente. Observe: o que que eles estão pedindo? É tão pouco. Não tem nada que seja absurdo. São pleitos extremamente justos e, detalhe: construídos na base do diálogo, sem chantagem, sem nada disso. Então, assim, eu acho que a gente fica absolutamente tranquilo e feliz de dar esses passos”, afirmou Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura. No pacote também estão manutenção e conclusão de rodovias, como o asfaltamento do trecho da BR-163, que liga o Centro-Oeste ao porto de Miritituba, no Pará, importante eixo de escoamento de produção. E, para isso, o Ministério da Infraestrutura terá R$ 2 bilhões no orçamento, com a ajuda de outras pastas. Com o anúncio dessas medidas, o governo se preocupou em separar o problema em duas partes: uma, política, que tem a ver com os caminhoneiros; a outra, econômica, que é a política de ajuste dos preços dos combustíveis, tratada numa reunião com o presidente. O ministro da Economia disse que Bolsonaro queria entender como funciona a política de preços dos combustíveis e, por isso, ligou para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Guedes afirmou que o governo não vai interferir nas decisões da empresa. “Não é o ministro de Minas e Energia, não é o ministro da Economia, não é o presidente da República: é uma prática de preços da Petrobras. Queremos a independência na formação de preços. Não pode haver uma manipulação política, isso é muito claro para todos nós”, afirmou Guedes. O ministro disse que, se o governo quiser conceder algum tipo de subsídio aos combustíveis, precisa retirar de outras áreas. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos declarou que reconhece o esforço do governo e se mantém positiva com a postura da atual gestão aberta ao diálogo, mas que o maior gargalo da categoria é a fixação dos preços do piso mínimo do frete e sua devida fiscalização. Segundo a confederação, a tabela garante aos caminhoneiros autônomos condições de trabalho mesmo com oscilações dos preços de insumo, além de regular a negociação da contratação do frete. (Jornal Nacional) 

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