terça-feira, 14 de julho de 2020

IVAIPORÃ - A polêmica do médico multado em quase 700 mil reais

Nossa reportagem revela todos os detalhes do processo que levou o médico "Talel Nicolas Hosni" a aceitar o pagamento de uma multa milionária
   O Blog do Berimbau apurou mais detalhes sobre um médico de Ivaiporã e sua clínica, que juntos terão que pagar cerca de 700 mil a justiça. Ao ter acesso ao processo, apuramos que o profissional de saúde é o Dr. Talel Nicolas Hosni e a Clínica Neurológica Santa Helena. O processo, que culminou com o acordo de pagamento da multa, tem várias movimentações, mas em resumo, aponta que ocorreram denúncias em que o Dr. Talel atendia pelo SUS - Sistema Único de Saúde, onde atraia os pacientes para sua clínica particular, alegando que o caso era grave, precisava de internamento e que, ficar no Sistema Único, poderia demorar muito tempo e o enfermo poderia ir a óbito ou ter consequências mais graves. Em trecho, de uma das denúncias, consta a narrativa do que, em tese, ocorria. "Narra que o requerido Talel atende pacientes, encaminhados pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde, via SUS, nas dependências físicas do referido consórcio. Disse que referidos atendimentos são custeados pelo FAE, mediante prévio credenciamento da requerida Clínica Santa Helena, cujo responsável técnico é o requerido Talel. Sustentou, ainda, que o requerido, realiza, em média, 436 consultas mensais através do SUS e que, durante tais consultas, adota a prática de encaminhar os pacientes para a sua clínica particular (Clínica Santa Helena), sob o argumento da necessidade da realização de exames que, segundo ele, não seriam realizados pelo SUS. Argumentou que, para a realização do exame, os pacientes pagam, de regra, o valor de R$ 120,00 e, com o resultado desse exame em mãos, o requerido alerta o paciente acerca da gravidade de seu problema de saúde e, como regra, sugere a internação imediata junto ao Hospital Maternidade de Ivaiporã, convencendo o paciente de que sua internação não pode ser realizada pelo SUS, em razão de uma alegada urgência do quadro de saúde do paciente. Ainda, diz que, para a internação, o requerido informa os pacientes sobre a existência do “Pacote do Talel”, cobrando valores que variam entre R$ 900,00 e R$ 4.000,00, sendo que os pagamentos são realizados, pelo paciente, para a própria Clínica Santa Helena, que se compromete a repassar os valores ao Hospital, porém, os valores pagos ao Hospital, posteriormente, pelo requerido, são inferiores aos valores recebidos", diz trecho da denúncia. Seria impossível narrar todos os fatos que constam no processo, mas durante a investigação, o médico sempre negou a prática de qualquer tipo de crime, deixando claro ser uma pessoa conceituado e que sempre agiu com ética e profissionalismo. No dia 13 de julho, tivemos acesso a uma nota publicada no site do MP, a qual traz seguinte redação: "O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Ivaiporã, no Norte-Central do estado, celebrou acordo de não persecução cível com um profissional médico e uma clínica médica para o pagamento de multa civil no valor de R$ 668.663,00. Desse montante, R$ 200 mil foram destinados ao Recanto do Lar dos Velhinhos Santo Antônio, instituição de longa permanência que atende cerca de 60 idosos, a grande maioria pessoas que viviam em extrema vulnerabilidade social. O restante foi destinado ao Fundo Municipal da Saúde de Ivaiporã, para uso no combate à pandemia de Covid-19. O acordo – referendado pelo Conselho Superior do Ministério Público do Paraná e homologado judicialmente – foi firmado a partir de ação civil pública por improbidade administrativa. Estipularam-se ainda como cláusulas do acordo a suspensão dos direitos políticos do profissional médico pelo prazo de três anos e a proibição, pelo mesmo prazo, dele e da clínica de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual o médico seja sócio majoritário. Processos 2106-84.2018.8.16.0097 e 2106-84.2018.8.16.0097", diz a nota.  RESPOSTA - O repórter Ronaldo Alves Senes, o "Berimbau", fez contato com o Clínica Santa Helena e, por telefone, a secretária informou que o médico não estava, mas forneceu o seu telefone particular (celular) final 90. Ligamos várias vezes e também deixamos mensagens via Whatsapp, mas até  a publicação desta reportagem ele não havia retornado. É importante ressaltar que, no processo, o médico nega veementemente as acusações  e diz ser inocente.  Revelando nossa imparcialidade, assim que o médico ou sua defesa desejar se pronunciar, a resposta constará nesta reportagem, ou ganhará o mesmo destaque.  

2 comentários:

  1. Passei uns anos atrás uma pessoa da minha família com ele,foi marcado, consulta com psiquiatra,mas quando pedi um laudo, ele saiu fora. Depois fiz uma pesquisa e fiquei sabendo que ele clinicava como psiqui
    tra,mas não era.

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  2. Fui mandado daqui de telemaco borba pelo sus chegando em Ivaiporã Fui atendido por esse médico que me falou que os exames não tinha dado bom e que se fosse pelo sus iria demora e me enternou na clínica paguei 2.700 (dois mil e setecentos)

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