quinta-feira, 28 de novembro de 2019

JANDAIA -Governo lança programa para reduzir favelas no Paraná

          O governador Carlos Massa Ratinho Junior, com a presença de vários prefeitos do Vale do Ivaí,  lançou nesta quinta-feira (28 de novembro, de 2019), em Jandaia do Sul, o programa Vida Nova, que vai beneficiar famílias que vivem em áreas de risco e moradias precárias no Paraná. A iniciativa que engloba ações multidisciplinares com a participação de mais de 16 órgãos estaduais para o processo de desfavelamento em cidades de todo o Estado Ele lembrou que o Paraná conta com quase 900 assentamentos precários(favelas).  “Não podemos fechar os olhos para essa realidade”, afirmou o governador. A prioridade de atendimento pelo programa serão 137 áreas, favelas.  O projeto-piloto acontecerá em Jandaia do Sul, no Vale do Ivaí, com o atendimento de 75 famílias, que atualmente residem em ocupações irregulares na cidade. A maior parte está em área de proteção ambiental e outras às margens de uma das rodovias federais que atravessa o município. A ação vai sanar o problema de assentamentos precários na cidade da região do Vale do Ivaí.  “Começamos por Jandaia do Sul, com o atendimento de 75 famílias, mas o objetivo é expandir para todo o Paraná”, afirmou o governador. “Queremos fazer um grande programa para tirar famílias de áreas de risco e colocar em local decente, adequado, para que elas possam ter qualidade de vida”, afirmou Ratinho Junior.  O governador destacou que muitas pessoas moram em beira de rio, onde constantemente tem enchentes, lugares sem nenhum tipo de saneamento básico, o que leva a doenças. “O objetivo é transformar o Paraná em referência nacional em desfavelamento”.    JANDAIA DO SUL — Em Jandaia do Sul, o público beneficiado será realocado para casas populares que serão construídas pela Cohapar em um local apropriado, dentro da malha urbana do município. Como se trata de pessoas em situação de vulnerabilidade social, os imóveis serão repassados gratuitamente aos futuros proprietários. O prefeito Benedito Puppio explicou que algumas famílias vivem próximo à nascente do rio que abastece a cidade e outras próximas à rodovia.  Apenas para construção das 75 moradias o investimento estimado é de R$ 6 milhões, mas ao todo, com outros programas, foram anunciados 29 milhões para Jandaia.  Para o secretário do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, João Carlos Ortega, o Vida Nova é uma ação de inclusão social.  PROGRAMA – O público-alvo é formado por pessoas com renda familiar mensal de até três salários- mínimos, residentes em áreas de ocupação irregular. O valor total do investimento será definido após licitações para contratação de obras, em todas as etapas do programa.  Os recursos básicos para a realização dos investimentos são oriundos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza, mas o Governo do Estado também está trabalhando na obtenção de financiamentos nacionais e internacionais para ampliar as ações do programa.  Também estão previstas contrapartidas de empresas estaduais, como a Copel e a Sanepar. As próprias prefeituras participam por meio da doação das áreas para a construção dos conjuntos habitacionais, apoio logístico e obras complementares de infraestrutura. Na primeira fase de implantação do Vida Nova, será dada prioridade para a requalificação urbana de assentamentos localizados em áreas públicas, em municípios cuja ação signifique a extinção das favelas.  Também serão executadas obras de infraestrutura em conjuntos habitacionais antigos e degradados. Na sequência, o programa prevê a possibilidade de atuação em áreas privadas, mistas ou que demandem a realocação parcial dos moradores.   ATUAÇÃO INTEGRADA – As intervenções urbanísticas são pensadas e executadas de maneira conjunta entre os órgãos, levando em conta uma metodologia inovadora com base em uma análise “por camadas” de todos os aspectos técnicos que incidem sobre as áreas afetadas. Estão incluídos a disposição dos loteamentos, redes de energia elétrica, saneamento básico, iluminação pública, malha viária, equipamentos públicos.  DIAGNÓSTICO SOCIAL - Para a realização do diagnóstico social, o Ipardes aplica um questionário digital, via aplicativo, com todas as famílias residentes na área de intervenção. Os dados socioeconômicos são preenchidos diretamente na nuvem em um sistema já utilizado pela Defesa Civil para mapeamento de riscos.  PRESENÇAS — Participaram da solenidade os secretários da Saúde, Beto Preto, e do Desenvolvimento Urbano, João Carlos Ortega; o presidente da Cohapar, Jorge Lange; o superintendente da Esporte Paraná, Hélio Wirbiski; o diretor-geral do Detran, César Kogut; os deputados estaduais Doutor Batista, Delegado Jacovós, Soldado Adriano José e Alexandre Curi e prefeitos da região.








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