sexta-feira, 30 de maio de 2014

POLÍTICA PARANÁ - "Encontro do PMDB - com Temer"

Temer enaltece Requião, mas opta por ficar neutro na disputa do PMDB
(MATÉRIA DA GAZETA)   Em festa comandada por aliados do senador Roberto Requião (PMDB), o vice-presidente da República e presidente nacional licenciado do PMDB, Michel Temer, “lavou as mãos” e disse que não pretende interferir na convenção estadual da sigla. Em discurso, Temer enalteceu Requião, mas disse que o mais importante era a “união” do partido após a convenção – seja quem for o vencedor. No próximo dia 20 de junho, os peemedebistas vão às urnas escolher se querem se aliar ao governador Beto Richa (PSDB) ou se querem ter Requião ou Orlando Pessuti como candidato nesta eleição. Temer foi homenageado pelo PMDB em almoço no Restaurante Madalosso, em Curitiba – embora, em seu discurso, tenha notado que a homenagem era “muito mais ao nosso candidato Requião”. A lista de presença refletia a intensa divisão do partido: dos deputados estaduais ligados a Richa, apenas Stephanes Jr., presidente do diretório de Curitiba, estava presente – e subiu ao palanque somente depois que Requião terminou seu discurso.  Nas mesas, os militantes vibraram com o discurso do senador, mas recepcionaram com frieza a fala do presidente estadual do partido, Osmar Serraglio.   União   -  O vice-presidente evitou entrar no meio do fogo cruzado. Disse que, em um partido como o PMDB, as discordâncias são normais, mas que o que mais importa é a união em um momento de campanha. “Evidentemente que a orientação do diretório nacional é sempre no sentido de nós termos o maior número possível de governadores, mas jamais desobedecemos àquilo que os diretórios locais decidem”, disse. “A minha palavra é de unidade. Decidam soberanamente na convenção estadual e depois deem as mãos para ganhar poder no estado do Paraná.”   Temer ressaltou, também, que o objetivo maior do partido nacionalmente deve ser criar uma candidatura viável para a Presidência da República em 2018.     Sem possibilidade   -  Apesar da neutralidade de Temer, Requião disse considerar “impossível” que a convenção decida pela aliança com Richa. “Isso [aliança com Richa] é rigorosamente impossível. O PMDB não está à venda e não pode apoiar um governador que não governa”, disse. Ele afirmou, ainda, que não considerou Temer “em cima do muro”. “O Temer é presidente do partido, ele não pode antecipar uma convenção. Agora, não sei que muro é esse, pois ele veio aqui [ao evento].”     Já o deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli, que defende uma “aliança programática” com Richa, disse que Temer apenas repetiu o que já havia dito em reunião na última terça-feira: não haverá participação da direção nacional na disputa. Romanelli afirmou que vai defender a aliança com Richa e que a disputa promete ser acirrada. O deputado frisou também que o almoço de ontem não pode ser considerado um evento do PMDB, e sim um evento da corrente pró-Requião.   (click no link abaixo e continue lendo)
  Desafetos  -Pessuti diz manter sua pré-candidatura; Requião indica reaproximação:    Durante a homenagem a Michel Temer, o senador Roberto Requião fez gestos de reaproximação ao ex-governador Orlando Pessuti. Os dois entraram em conflito quando Pessuti assumiu o governo do estado em 2010, e desde então são desafetos dentro do PMDB. Hoje, os dois disputam a pré-candidatura ao governo do estado pelo partido – a outra opção é a coligação com o governador Beto Richa (PSDB). Apesar dos gestos, Pessuti não poupou críticas a Requião, ainda que de forma velada, durante seu discurso.  Em sua fala, Requião comparou os oito anos de governo peemedebista no estado com o atual governo tucano. No meio de sua fala, o senador citou o período como “o meu governo e o do Pessuti” – o que geralmente não ocorre. O que mais chamou a atenção, entretanto, ocorreu depois do discurso de Temer. Requião pegou o microfone para si e, quebrando o protocolo, disse que em um evento em que todas as correntes do PMDB discursaram, Pessuti também teria direito a falar – algo que não estava previsto pelo cerimonial.   Em seu discurso, Pessuti não poupou críticas – ainda que veladas – a Requião. Sem citá-lo, ele relembrou pré-candidaturas do PMDB que teriam sido impedidas pelo senador, incluindo a de Elias Abraão para o governo do estado, em 1994, e a de Gustavo Fruet para a prefeitura de Curitiba, em 2004. “O PMDB muitas vezes cerceou a caminhada de companheiros. Eu não estou aqui para cercear a caminhada de companheiro algum, e também não quero que cerceiem a minha.”     Erro do cerimonial   -  Requião negou que tenha feito qualquer gesto de reaproximação com essa atitude. “O Pessuti veio ao nosso almoço, e, se veio, tem que ser respeitado. É o regime dos árabes: dentro da nossa casa, todos têm que ser respeitados. Era impossível que não se desse a palavra a ele, foi um erro do cerimonial e eu corrigi”, disse.   Já Pessuti disse que Requião tem buscado um diálogo nos últimos meses. “Ele quer que eu desista da minha pré-candidatura e passe a apoiar a dele”, afirma. O ex-governador diz, entretanto, que os dois continuam rompidos e que há “divergências de caráter pessoal” com o senador. Ele negou, ainda, que esteja trabalhando pela coligação com Richa. “Mantenho minha luta em favor da construção de uma candidatura própria. E eu sou a melhor opção para unificar o partido”, afirma. (CM)   (Colaborou Talita Boros Voitch, especial para Gazeta do Povo)

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