terça-feira, 4 de setembro de 2018

TABAGISMO - Psicóloga de Borrazópolis alerta sobre os riscos do fumo

                   A psicóloga, de Borrazópolis, Érica Queiroz Fróes Canello, que atende pela saúde pública municipal, informou que está a disposição das pessoas que desejam parar de fumar, no sentido de oferecer ajuda. Segunda ela, no mês de agosto, comemora-se o período de combate ao fumo no Brasil, mas especificamente no dia 29, mas apesar de estarmos no mês de setembro, é importante lembrar que este trabalho continua durante todo ano. Por isso, se você é fumante e/ou tem alguma pessoa querida que fuma, entre em contato ou fique atento nas dicas, pois a prevenção é o melhor remédio... Confira: 1) A nicotina, presente em qualquer derivado do tabaco, é considerada droga por ter propriedades psicoativas, ela produz alteração no sistema nervoso central, modificando o estado emocional e comportamental do usuário que pode induzir ao abuso e dependência. O quadro de dependência resulta em tolerância (o organismo aumenta a capacidade de suportar a droga), abstinência (quando o organismo sente a falta da droga) e comportamento compulsivo para consumir a droga, isto leva a uma necessidade tanto física quanto psicológica da substância, apesar do conhecimento de seus efeitos prejudiciais à saúde. 2) O tabagismo é uma doença epidêmica, pois apresenta um número alto de ocorrências esperado para um local no mesmo período de ano, mas não é transmissível. É a maior causa evitável de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. 3) Os fumantes inalam mais de 4.720 substâncias tóxicas, como: monóxido de carbono (encontra-se fumaças dos automóveis), amônia ( usado na produção de fertilizantes e de explosivos), formaldeído ( corpo humano para velório), além de 43 substâncias tóxicas cancerígenas, como: níquel ( encontra-se em moedas e aços), chumbo ( encontra-se em baterias de carro), entre outras. 4) Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é responsável por 63% dos óbitos (mortes) relacionados às doenças crônicas não transmissíveis (As doenças cardiovasculares, os cânceres, as doenças respiratórias crônicas e o diabetes mellitus). Sem contar em número exatos de abortos espontâneos devido as gestantes que fumam, ainda sem oficializar os fumantes passivos, aqueles que ficam expostos a fumaça do cigarro, narguillé, cachimbo, entre outros. 5) O consumo do tabaco mata milhões de indivíduos ao ano. Há um cálculo que, em 2030, o tabaco matará aproximadamente 8 milhões por ano no mundo, sendo que 80% dessas mortes acontecerão em países de baixa e média renda. O Brasil pertence a essa classe de renda. O tabagismo custa para o SUS R$ 59,6 bilhões por ano no Brasil. 6) De maneira geral a possibilidade do encontro com a droga se dá na adolescência, fase caracterizada por muitas transformações físicas e emocionais, angústias e busca de respostas. Buscar nas drogas o alívio para suas tensões, tais como a aceitação social de uma determinada substância, seu fácil acesso, uso da droga por pessoas que tenham papel de modelos de comportamento. Portanto, a sociedade pode contribuir de maneira significativa para que o acesso ao uso seja estimulado, causando adoecimentos em larga escala. 7) Apesar do número de fumantes no Brasil ter diminuído, o número de jovens fumantes é similar ao número dos adultos devido ao uso do Narguillé (uma tragada de narguillé equivale a 10 tragadas de cigarro de uma só vez). Isso significa que o número de mortes e doenças aumentarão, pois os adolescentes se tornarão adultos. 8) A cada dez mortes, uma é por causa do cigarro. Apesar de ocupar o oitavo lugar no ranking mundial de número de fumantes, a redução na porcentagem de fumantes coloca o Brasil entre os campeões de quedas de número de fumantes. 9) O tratamento por meio de medicamento do bupropiona, adesivos, ou bala, ou goma de nicotina e tratamento psicoterápico com a abordagem tendo por base o modelo cognitivo comportamental. (Fonte: Psicologa Érica Froes, de Borrazópolis, e portal http://www2.inca.gov.br)