26/02/2021

APUCARANA -Prefeito pede união contra pedágio entre Apucarana e Califórnia

“Não vamos deixar colocar uma praça de pedágio entre Apucarana e Califórnia. Não vamos deixar colocar uma porteira no desenvolvimento do Vale do Ivaí.” Esse foi o apelo feito pelo prefeito de Apucarana, Junior da Femac, durante audiência pública promovida nesta sexta-feira (26/02) pela Frente Parlamentar sobre o Pedágio, no Auditório Gralha Azul da Unespar. Essa foi a sétima audiência convocada para debater o novo modelo de pedágio proposto pelo Governo Federal, que também já foi realizada em Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Cornélio Procópio, Guarapuava e Francisco Beltrão. O evento contou com a presença de lideranças políticas e do setor produtivo, entre os quais deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Além da participação presencial, a audiência foi transmitida pela TV Assembleia, site e redes sociais do Legislativo. Estiveram presentes oito deputados estaduais: Arilson Chiorato (coordenador da Frente Parlamentar sobre o Pedágio), Evandro Araújo, Tercílio Turini, Luiz Claúdio Romanelli, Delegado Jacovós, Tiago Amaral, Requião Filho e Subtenente Everton.  Leia mais no link abaixoO prefeito Junior da Femac falou representando os gestores municipais da região e pediu a união contra o modelo e pela retirada da praça de pedágio prevista entre Apucarana e Califórnia. “Deputados, não votem a concessão das rodovias caso permaneça a proposta de praças em Apucarana, Londrina e Toledo”, solicitou Junior da Femac. Junior da Femac disse que vem participando ativamente das discussões e se posicionando contra a proposta. “Estamos mobilizados. Promovemos uma reunião com mais de 60 entidades locais e participamos da audiência pública da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Também participamos da reunião da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí que aconteceu dentro do Palácio Iguaçu e colocamos a nossa posição para o governo do Estado”, reitera. Junior da Femac disse que os prefeitos da região estão preocupados e alertou para o longo período de concessão “Estamos falando de uma concessão de 30 anos e que irá atravessar a metade do século, se prolongando até 2051. Estamos, portanto, discutando algo não para nós, mas que ficará para nossos filhos e netos. Por isso é uma discussão que tem que ser feita com profundidade, o que não ocorreu há 24 anos quando foi implantado o Anel de Integração”, frisa. O prefeito afirma que todos devem permanecer unidos contra o modelo de concessão proposto, que prevê uma limitação no desconto de 17% na proposta apresentada pelos concorrentes (contra os até 70% previstos na Lei de Licitações), o estabelecimento de um valor de outorga que definirá na prática a empresa vencedora, a implantação de um degrau tarifário que elevará as tarifas ao passo que as obras forem realizadas e o aumento do número de praças das atuais 27 para 42. “Prefeitos, vereadores, autoridades do setor produtivo e religiosas, universidades e instituições de ensino estão unidos contra esse modelo, pleiteando um pedágio a partir do menor preço de tarifa, como já é praticado em outros estados e países”, pontua. Junior da Femac reitera que o usuário das rodovias pedagiadas no Paraná paga atualmente uma das maiores tarifas do Brasil e uma das mais altas do mundo. “Dentre as dez maiores tarifas de pedágio do Brasil, cinco estão localizadas no Paraná”, afirma, citando a tarifa na praça de Jataizinho, cujo valor de R$ 26,40 é a terceira mais alta do Brasil. O prefeito afirma que as cidades do Norte do Paraná foram planejadas pela Companhia de Terras para que ficássem próximas umas das outras, separadas por distâncias de 10 a 15 quilômetros. “As cidades são complementares e se interajudam. Marilândia do Sul, por exemplo, é a maior produtora de hortifrutigranjeiros do Paraná e fornece produtos para a merenda escolar de Apucarana. Assim como Apucarana oferece serviços para os outros municípios nas áreas de saúde, bancários e com as universidades. Tudo acontece em sinergia entre as cidades e existe entre elas um trânsito praticamente urbano”, argumenta.

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