quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

DENÚNCIA - Denúncia contra prefeitos de Califórnia e Borrazópolis

                           EXCLUSIVO                            
A Ação de Improbidade do Ministério Público Federal acusa o ex-prefeito Amauri Barichello, de Califórnia, um vereador, empresários e servidores, de desvio de verba pública. A ação cita o atual prefeito de Borrazópolis Adílson Luchetti  
       Uma ação civil de improbidade administrativa da 1ª Vara Federal de Apucarana, poder judiciário, de autoria do Ministério Público Federal, contra o ex-prefeito de Califórnia, Amauri Barichello, e que cita também seu ex-sócio, o atual prefeito de Borrazópolis, Adílson Luchetti, conseguiu, liminarmente, a indisponibilidade de bens em valores que passam dos cinco milhões de reais, para ser exato: R$5.301.687,81 (cinco milhões, trezentos e um mil, seiscentos e oitenta e sete reais, e oitenta e um centavos), que com fulcro no art. 7º da Lei nº. 8.429/92 - é a quantia estimada e correspondente ao valor do dano acrescido de multa de 3 vezes o valor do suposto enriquecimento ilícito dos réus. A acusação é de fraude em licitação na construção de um Super Creche, edificada em Califórnia. Além dos citados, também constam na ação: Claudemir Nunes Barbosa, vereador de Califórnia; Eduardo Augusto Santana Barichello, filho do ex-prefeito e dono de uma construtora. "Houve no caso em análise, uma nítida confusão entre o público e o privado, inicialmente pelo direcionamento da licitação para a empresa K T Construções Civis, conforme apontado pela CGU, por meio do superfaturamento da obra e celebração de aditivos contratuais ilícitos (conforme laudo da Polícia Federal) e depois através de uma subcontratação ilegal da obra de construção da Super Creche nas pessoas de Silvestre Antônio da Silva Neto, à época chefe de gabinete do ex-prefeito Amauri Barichello, e Claudemir Nunes Barbosa, aliado político do ex-prefeito, viabilizando assim o suposto desvio dos recursos públicos federais", diz trecho da denúncia. A Polícia Federal conseguiu apurar, a fundo, todos os detalhes, após a decisão do empresário da cidade de Marumbi, senhor Luciano Fábio Raimundo, sócio da K. T. Construções Civis,  de fazer uma espécie de delação premiada, revelando que recebeu uma proposta  de ficar com 5% do valor da obra, para ceder o contrato em favor da empresa de do citado Silvestre Antônio da Silva Neto. "Luciano Fábio Raimundo, sócio proprietário da empresa K T Construções, afirmou que Amauri Barichello, então prefeito de Califórnia, determinou que este cedesse o contrato de construção da Super-Creche (superfaturado) a Silvestre, ficando Luciano com um percentual de 5% para si, sendo os pagamentos realizados pelo município a Luciano, o qual os repassava para Silvestre pessoalmente ou através de Claudemir Barbosa, atual vereador. Que tais repasses, a Silvestre, chegaram a R$ 150.000,00", diz outro trecho da denúncia. Para comprovar as informações do empresário Luciano, foram quebrados sigilos bancários de todos os envolvidos. Vale ressaltar que o prefeito de Borrazópolis, dono da empresa Bela Casa, que tinha, a época, o filho do ex-prefeito Barrichello, Eduardo A. Santana Barichello, como sócio, não aparece em nenhum momento das negociações e nem como beneficiário, sendo alcançado apenas, por transferências bancárias, na empresa Bella Casa, e em especial, um TED de R$ 25.000,00, em sua conta particular, feita pela empresa de Luciano (K T Construções). RESPOSTA   -  Luchetti ligou para a nossa reportagem e falou sobre a sua disposição de conceder uma entrevista, alegando que não tem nada a esconder e jamais iria promover ou tomar parte de valores irrisórios, se comparados com o seu capital. Ainda confirmou que o único dinheiro depositado para a Bella Casa e em sua conta particular (25 mil), foi exatamente o valor de um caminhão que vendeu para a empresa. "Meu advogado apresentou na justiça o recibo do caminhão com a transferência para o nome da empresa; tenho uma declaração do próprio Luciano, confirmando que comprou este veículo e outros documentos que não deixam dúvidas que eu apenas fiz um negócio particular e ainda levei prejuízos pelo valor comercializado e pelo prazo de recebimento. Tenho minha consciência tranquila, porque não cometi qualquer irregularidade", disse Adilson Luchetti, ao repórter Ronaldo Senes, o "Berimbau". Também afirmou que está entrando com um agravo, através de seus advogados, para que seu nome seja retirado da lista de réus, principalmente pelo motivo de ter esclarecido os fatos.   O Prefeito Barrichello, seu filho e o vereador Claudemir, também asseguraram que não cometeram crimes e que em breve vão se pronunciar esclarecendo cada detalhe da denúncia.  O assessor de um dos acusados, que não quis ter seu nome revelado, disse as informações estão distorcidas, a começar pelo fato de indisponibilizar mais de 5 milhões, como se a irregularidade apontada fosse em todo convênio, de certa de 900 mil reais, quando na verdade, aproximadamente 70% da obra foi concluída, por isso, o valor deveria ficar na casa de um milhão e não cinco milhões. Ele acredita que até o final do processo, os acusados irão provar inocência. Nossa reportagem tentou falar com os demais citados, mas eles não foram encontrados ou não atenderam telefones. O Blog do Berimbau, se colocou a disposição para qualquer esclarecimento ou direito de resposta das pessoas investigadas. As informações foram divulgadas com exclusividade pelo Ciro Domingues, da Rádio Nova Am e Ronaldo Senes, o "Berimbau", da Rádio Nova Era. ESTAMOS DE OLHO 

Um comentário:

  1. Já era para estar preso faz tempo! Mais como e rico vai ficar livre para continuar roubando! Califórnia inteira sabe o que fizeram! Agora nossa amigo Claudemir e outro que deviria estar atrás das grades!

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