26/09/2009

Assaltante faz refém e acaba morto
Um homem com uma granada na mão fez uma refém no Rio de Janeiro por quase uma hora. O bandido não percebeu que do outro lado da rua um atirador de elite da polícia estava com ele na mira.
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Um homem com uma granada na mão fez uma refém, na manhã desta sexta-feira (25), e pôs o Rio de Janeiro em suspense por quase uma hora. A cena foi registrada no bairro da Tijuca, na Zona Norte da cidade. O assaltante dominou a comerciante, que foi usada como escudo. Ana Cristina Garrido ficou sob o poder do bandido por 40 minutos. Ela é dona de uma farmácia que foi invadida pelo assaltante em fuga. “Quando ele viu a polícia se aproximando ele correu, e fez a mulher de refém”, disse testemunha. O bandido estava fugindo depois de ter roubado um carro dos Correios. Segundo a polícia, ao perceber que estava sendo perseguido, ele desceu e fingiu que estava falando em um orelhão. Ao ser abordado por um policial, mostrou uma granada. O policial reagiu e atirou na barriga do criminoso, que fugiu para farmácia. Os policiais chamaram reforço e o comandante do batalhão da área começou uma difícil negociação. “Ele já estava ferido, estava começando a doer o seu ferimento, e nós estávamos percebendo que a vítima estava muito nervosa”, relatou o policial. O assaltante dominava a vítima e toda a atenção dele estava voltada para a direção onde estavam os policiais militares negociadores com quem ele conversava. O bandido não percebeu que, do outro lado da rua, em um prédio, já estava posicionado um atirador de elite. Segundo a polícia, em vários momentos o bandido tirou o pino de proteção da granada que podia explodir a qualquer momento. Ana Cristina começou a passar mal, se abaixava várias vezes. Ela estava cada vez mais nervosa e a negociação parecia caminhar para um desfecho trágico. “Ele retirou o pino da granada pela primeira vez. Ele estava com uma mão apenas e o pino na outra mão e, a qualquer momento, se ela se mexesse, se ela caísse no chão, aquela granada poderia ser detonada e os ferimentos seriam fatais em todas aquelas pessoas que estavam nas imediações”, afirmou o coronel. O coronel Fernando Príncipe já esteve em outra ação dramática: há nove anos, ele era subcomandante do Bope, o Batalhão de Operações Especiais, quando outro sequestro parou o Rio de Janeiro – o do ônibus 174, que terminou com a morte da professora Geisa Gonçalves e do assaltante Sandro do Nascimento. Hoje a história teve um final diferente. O atirador de elite se posicionou em um prédio, em frente à farmácia. Por meio de um ponto eletrônico, ele ouvia o andamento das negociações e, no momento exato, recebeu a ordem para agir. Foi quando Ana Cristina se abaixou, quase indo ao chão. O bandido cai e a vítima sai correndo. Ana Cristina estava livre. “Ele ameaçava toda hora explodir tudo com a granada, e ficou dando uma gravata no meu pescoço, eu tentei fugir assim que ele me pegou, mas quando eu vi a granada, não deu para eu fazer nada”, relata a vítima. Quem deu o tiro foi um major com 16 anos de PM, com curso preparatório para ações como as de hoje. Ele explica que o fato de o bandido ter tirado o pino da granada foi determinante para a decisão de atirar. O artefato só não explodiu porque tinha ainda a proteção de uma segunda peça. “Ele tirou duas vezes o pino da granada. E ficou somente com ela no lacre, ou seja, na alça da granada para deflagrar. As alternativas táticas naquele momento demandavam o que foi feito”, afirma o major. O bandido foi identificado como Sérgio Ferreira Pinto. Ele tinha sido preso duas vezes, por porte ilegal de armas e por furto.

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