quinta-feira, 7 de junho de 2018

RIO BOM - POLÊMICA DA DEMISSÃO

Funcionária Pública, que acredita ter sido citada em direito de resposta do ex-prefeito Moisés de Andrade, também dá sua versão dos fatos e diz que está sendo caluniada    
Ex-prefeito Moisés de Andrade 
    Em Rio Bom, uma polêmica parece não tem mais fim. Começou com o Secretário de Saúde Luciano, informando que o ex-prefeito Moisés de Andrade, está devolvendo recursos referentes a ligações que era feitas da prefeitura para o Reino Unido; pagas com dinheiro público. Na mesma denúncia, ele acusou o prefeito de homofobia, racismo ou algo parecido, por ter demitido uma servidora concursada. Em resposta, Moisés disse que está devolvendo os recursos, porque era o prefeito na época, mas que no processo não está escrito que foi ele quem fez as ligações. Sobre a demissão da servidora, afirmou que ela ficou meses sem trabalhar e, por isso, foi demitida - Clique Aqui para rever o direto de resposta de Moisés. ESCLARECIMENTO - Pois bem, quando a polêmica parecia terminar, quem entrou em contato com a nossa reportagem, foi a servidora Maria Alice Xavier. Ela disse que não gostou de ter seu nome citado e que já provou na justiça, que estava correta em seus atos, mas foi exonerada de forma irregular e injusta. Na foto, Alice aparece sendo reintegrada ao cargo. Veja o direto de reposta, agora de Maria Alice, na íntegra: "Berimbau, venho pedir a você o direito de resposta quanto a funcionária de Rio Bom citada pelo ex-prefeito Moisés Andrade. Até onde sei a única funcionária que foi exonerada e acusada de abandono de emprego fui eu. Me chamo Maria Alice Xavier e trabalhei na saúde desde 2001 até 2013. Amava meu serviço e quase todos os dias passava do horário. Quem me conhece, em Rio Bom, sabe que eu era dedicada ao que fazia. O que houve foi que em 2012, durante a eleições, a secretária Sonia pediu que eu ficasse de licença prêmio. Uma vez de licença, fui trabalhar contra o Moisés. Fui muito perseguida por ele, não tinha como trabalhar para que ele ganhasse. Aconteceu que ganharam por 24 votos de diferença. Quando retornei ao serviço, no dia 02 de janeiro de 2013, recebi uma portaria transferindo meu local de trabalho para a Biblioteca Cidadã. Fui até ao secretário de educação, o qual disse que eu poderia ir naquele momento. Não aceitei, porque a Biblioteca funciona juntamente com a escola e a escola estava de férias. Em janeiro ninguém iria procurar biblioteca. Enfim, procurei por um advogado; que entrou na justiça pela Vara Cível; ao mesmo tempo que  pediu que eu ficasse em casa até a história ser resolvida. Indo para a Biblioteca,  eu perdia a insalubridade que completava meu salário minimo. Então, realmente fiquei em casa. Quando avisaram o advogado que ele precisava entrar pela Vara da Fazenda, foi preciso recomeçar o processo e completei um mês em casa. Quando foi dia primeiro de fevereiro,  recebi uma carta, pelo correio, dizendo que havia sido exonerada por abandono de emprego. Fiquei arrasada, mas voltei ao advogado e ele entrou com tudo que foi preciso. Mudei de Rio Bom e esperei quatro anos e meio para ser reintegrada. O emprego já não me importava mais, diante de tanta espera, precisei trabalhar em outras coisas. Pedi a conta e hoje aguardo pelo pagamento do tempo que fiquei exonerada injustamente. Foi tão injusto que ganhei nas três instâncias. Gostaria que Moisés provasse essas faltas, uma vez que nunca tive uma avaliação com menos de 95. E questiono se ele era tão bonzinho assim,  a ponto de esperar eu faltar quatro meses para, então, me mandar embora? Nunca passei por nenhum processo administrativo, nem sei como isso funciona. foi muito sofrido o que ele fez comigo e o que fez nossa família passar. Só não quero que ele se defenda acabando com meu lado profissional, o qual muito me orgulho. Se a funcionária não for eu, então, que eles citem nomes. Mas, de todo jeito, estou nessa situação citada por ele. Quero dizer também que o atual secretário Luciano deveria procurar saber o que aconteceu de verdade para depois citar situações. Não houve racismo. Houve perseguição política devidamente comprovada pela justiça, tanto que ganhei a causa. Se precisar mais detalhes tenho o processo com todas as provas necessárias em mãos. Obrigada pela atenção e pelo espaço", diz a nota. 

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